O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, convocou o embaixador brasileiro, José Antônio Marcondes de Carvalho, depois de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra do Paraguai, feitas em 24 de julho de 2026. Lula afirmou que o Paraguai invadiu o Brasil, a Argentina e o Uruguai no século 19, o que levou ao conflito. Em resposta, o governo paraguaio entregou uma nota diplomática, e o Congresso do país aprovou uma declaração de repúdio às falas de Lula.
O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, convocou o embaixador do Brasil em Assunção, José Antônio Marcondes de Carvalho. A medida ocorreu depois das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança.
Na sexta-feira 24, durante evento em Jacareí (SP), Lula afirmou que o Paraguai invadiu o Brasil, a Argentina e o Uruguai no século 19, fato que levou à Guerra da Tríplice Aliança.
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“A gente gosta de paz, mas a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil”, afirmou o petista. “Invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina. E aquela guerra que parecia que era nada durou cinco anos.”
Declaração aprovada por unanimidade
O governo paraguaio reagiu ao discurso e entregou uma nota diplomática oficial ao embaixador brasileiro. Lezcano informou que Lula e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, conversaram por telefone sobre o assunto.
Além disso, o Congresso do Paraguai aprovou por unanimidade uma declaração de repúdio às falas de Lula sobre o conflito do século 19. O texto acusa o presidente brasileiro de “distorcer” a história.
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Segundo parlamentares paraguaios, as declarações de Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança contêm afirmações que “distorcem e minimizam a dimensão histórica da guerra, desconhecendo os antecedentes do conflito, o profundo sofrimento humano suportado pelo povo paraguaio e as consequências geográficas, econômicas, institucionais e territoriais”.

