• Ministério Público da Bolívia emitiu ordem de captura contra Evo Morales por investigação sobre bloqueios ocorridos entre maio e junho de 2026.
• Promotoria investiga Morales por supostos crimes como levante armado, terrorismo, associação criminosa e atentados contra serviços públicos.
• Esta é a segunda ordem de captura contra Morales; a primeira envolve um caso de tráfico de pessoas.
O Ministério Público de Santa Cruz, na Bolívia, emitiu nesta quarta-feira, 29, uma ordem de captura contra o ex-presidente Evo Morales. A medida integra uma investigação sobre os 53 dias de bloqueios registrados no país durante maio e junho. A ordem, assinada pelo promotor Brayan Melgar, determina que a polícia “apreenda e conduza” Evo à unidade policial especializada.
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Conforme o mandado, o ex-presidente é investigado por crimes de levante armado contra a segurança e a soberania do Estado, terrorismo, atentado contra a segurança dos meios de transporte, associação criminosa, instigação pública ao crime e atentado contra a segurança dos serviços públicos.
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Evo Morales enfrenta sua segunda ordem de prisão
A investigação foi aberta com o objetivo de apurar responsabilidades pela organização, convocação e consequências dos bloqueios, que afetaram o transporte, o abastecimento e a atividade econômica do país.
No documento, o promotor afirma que a presença de Evo é indispensável por ser “presunto autor dos fatos delitivos denunciados” e, por isso, “emite, manda e ordena o cumprimento” do mandado. Esta é a segunda ordem de captura contra Evo. A primeira permanece vigente em um processo por tráfico de pessoas.
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Evo criticou a nova ordem de captura. Em manifestação publicada nas redes sociais, o ex-presidente classificou a medida como perseguição política e afirmou que o governo tenta responsabilizá-lo pelas mobilizações para ocultar a crise enfrentada pelo país.
“Continuaremos lutando junto ao povo, como sempre fizemos, com a convicção de que a Bolívia merece um caminho diferente”, afirmou Evo. “O da dignidade, da soberania, da justiça social e da recuperação da esperança para todas e todos.”
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