O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou um manifesto nesta quarta-feira, 29, apoiando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e propondo a taxação do agronegócio, além de mudanças na política econômica. O documento reafirma a reforma agrária como prioridade e defende a desapropriação de latifúndios improdutivos.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nesta quarta-feira, 29, um manifesto com as prioridades da organização para as eleições de 2026. O documento confirma apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende a taxação do agronegócio e propõe mudanças na política econômica.
Segundo o movimento, as propostas integram a construção de um “Projeto Popular para o Brasil”. O texto também prevê o lançamento de candidatos próprios para disputar vagas na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas.
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A reforma agrária permanece como a principal bandeira da organização. O manifesto defende a desapropriação de latifúndios considerados improdutivos ou envolvidos em crimes ambientais e trabalhistas. Apesar das críticas que o próprio MST fez ao ritmo dos assentamentos durante o atual governo, o documento reafirma apoio político a Lula.
Documento defende socialismo e mudanças na economia
Na área econômica, o MST propõe revogar a Lei Kandir, combater o arcabouço fiscal, reduzir a taxa básica de juros e ampliar a influência do governo sobre o Banco Central. O texto também defende a taxação do agronegócio e dos agrotóxicos, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets, e maior fiscalização sobre bancos e fintechs.
O manifesto também reforça o posicionamento ideológico da organização. O movimento afirma defender a construção de um projeto voltado ao socialismo e propõe enfrentar o capitalismo, o racismo, o patriarcado e o sexismo.
Na política internacional, o MST manifesta solidariedade a Cuba, Venezuela, Haiti e Palestina. Segundo o documento, o movimento pretende mobilizar apoio a esses países e territórios diante do que classifica como perseguição promovida pelos Estados Unidos e por Israel.
Entre os principais compromissos apresentados estão o apoio à reeleição de Lula, a ampliação da reforma agrária, a taxação do agronegócio, mudanças na política econômica e a defesa de pautas alinhadas à esquerda.
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