A insuficiência de policiais atuando nas ruas é considerada o principal problema da segurança pública em São Paulo, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira (8). Para 20% dos moradores do estado, a falta de efetivo é o maior obstáculo enfrentado pela área atualmente.
Embora continue no topo das preocupações dos entrevistados, a falta de policiamento perdeu peso em relação à pesquisa anterior, feita em 2022. Na ocasião, 24% dos paulistas apontavam a ausência de agentes nas ruas como o principal problema da segurança no estado.
Na sequência aparecem os assaltos, citados por 11% dos entrevistados. O percentual representa uma alta em relação ao levantamento anterior, quando 8% mencionavam esse tipo de crime como a maior preocupação. O tráfico de drogas vem logo depois, com 8%, o dobro do índice registrado em 2022, quando era apontado por 4%.
A preocupação com o número de policiais aparece de maneira semelhante entre diferentes grupos políticos. Entre os eleitores do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 19% apontam a falta de efetivo como o principal problema. Entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), o índice é de 25%.
A percepção da população ocorre em um cenário de redução do efetivo da Polícia Militar paulista. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a corporação tinha 79.603 policiais militares na ativa em maio de 2026. O número é inferior ao registrado em 2001, quando havia 84.404 agentes.
Medo da violência recua
A pesquisa também identificou uma queda no medo da violência em São Paulo na comparação com 2022. Atualmente, 47% dos moradores afirmam sentir muito medo de serem assaltados nas ruas, contra 57% no levantamento anterior. Outros 29% dizem sentir algum medo, enquanto 24% afirmam não ter receio.
A preocupação com assaltos em semáforos também diminuiu. Segundo a pesquisa, 45% dos paulistas têm muito medo de serem vítimas desse tipo de crime, nove pontos percentuais abaixo do registrado em 2022, quando o índice era de 54%.
O levantamento ainda mediu o temor da população em relação a sequestros, balas perdidas e assaltos dentro de casa. Respectivamente, 33%, 35% e 30% afirmam sentir muito medo desses tipos de ocorrência.
O levantamento foi realizado com 1.608 pessoas de 16 anos ou mais, em 71 municípios paulistas. A margem de erro dos resultados gerais é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com variações conforme os recortes analisados. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.

