A Finlândia encerrou oficialmente sua última grande rede de telefonia fixa analógica nesta terça-feira, 30, com a operadora Elisa desativando o serviço depois de quase 150 anos de uso. A decisão, anunciada em janeiro, ocorreu devido à baixa demanda, com apenas alguns milhares de assinantes restantes. O encerramento foi simbolizado por uma última ligação entre o CEO da Elisa e o diretor da Agência Finlandesa de Transportes e Comunicações, que refletiram sobre a importância histórica do telefone fixo.
A Finlândia encerrou oficialmente a operação de sua última grande rede de telefonia fixa analógica, marcando o fim de uma tecnologia utilizada no país desde a década de 1880. A responsável pela desativação foi a operadora Elisa, que interrompeu o serviço nesta terça-feira, 30, concluindo a transição do sistema baseado em cabos de cobre para redes digitais de fibra óptica.
A decisão havia sido anunciada pela empresa em janeiro. Na oportunidade, a Elisa informou que restavam apenas alguns milhares de assinantes que usavam exclusivamente a telefonia fixa e que não comercializava novas linhas havia vários anos. A baixa demanda tornou economicamente inviável manter a infraestrutura.
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Finlândia recorda a importância do telefone fixo
O encerramento do serviço foi simbolizado por uma última ligação entre o presidente-executivo da Elisa, Topi Manner, e Jarkko Saarimaki, diretor da Agência Finlandesa de Transportes e Comunicações (Traficom). Durante a conversa, ambos recordaram a importância histórica do telefone fixo antes de se despedirem com a expressão finlandesa “kuulemiin”, equivalente a “falamos depois”.
Com a mudança, apenas pequenas operadoras regionais continuarão oferecendo telefonia fixa em áreas específicas da Finlândia, atendendo um número reduzido de clientes para chamadas locais.
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A rede telefônica finlandesa começou a operar no fim do século 19 e alcançou seu auge entre o final dos anos 1980 e o início dos anos 1990. Nas décadas seguintes, a rápida popularização da telefonia móvel — impulsionada pelo protagonismo da finlandesa Nokia — reduziu drasticamente o uso das linhas convencionais.
A substituição dos cabos de cobre pela fibra óptica acompanha uma tendência internacional. Países como Estônia, Noruega, Países Baixos e Espanha já desativaram suas redes analógicas, priorizando infraestruturas capazes de oferecer conexões mais rápidas, estáveis e eficientes para serviços de internet e voz.
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