A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira, 30, que os Estados podem impedir a participação de estudantes trans em equipes esportivas femininas. O placar foi de 6 votos a 3, seguindo a divisão entre ministros conservadores e liberais.
A decisão analisou se a Constituição dos Estados Unidos impede que os Estados adotem leis restringindo a participação de atletas trans em competições femininas. A maioria dos magistrados concluiu que essas normas podem ser mantidas.
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Na prática, o julgamento preserva leis semelhantes às da Virgínia Ocidental e de Idaho e deve consolidar restrições já aprovadas em cerca de 27 Estados norte-americanos. Governos estaduais afirmam que as medidas buscam garantir igualdade de condições e segurança para atletas do sexo biológico feminino.
Mais detalhes sobre a decisão que pode proibir estudantes trans em esportes femininos
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O ministro Brett Kavanaugh, que redigiu o voto da maioria, afirmou que legisladores e autoridades escolares estão mais preparados para avaliar as questões médicas e científicas envolvidas e definir as regras para as competições esportivas.
A decisão representa mais uma derrota para o movimento LGBTQ+ na Suprema Corte. No ano passado, o tribunal já havia autorizado Estados a proibirem tratamentos de afirmação de gênero para menores de idade.
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Mais recentemente, também permitiu que o governo do presidente Donald Trump impedisse pessoas trans de servir nas Forças Armadas e exigisse que passaportes registrassem o sexo atribuído no nascimento.
Depois do julgamento, Trump comemorou a decisão em uma publicação na rede Truth Social, classificando o resultado como uma “grande vitória”. A Casa Branca também divulgou uma imagem do presidente com a frase: “Nada de homens em esportes femininos”.

