Eleitores de Roraima voltam às urnas para escolher novo governador interino

Neste domingo (21), os eleitores de Roraima votarão para escolher o governador e vice que cumprirão o mandato tampão até janeiro de 2027 nas eleições suplementares.

O pleito ocorre após determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que cassou o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil) e tornou inelegível o ex-governador do estado Antonio Denarium (PP).

Com a saída de Damião da cadeira do Palácio Senador Hélio Campos, o presidente da Ale-RR (Assembleia Legislativa de Roraima), Soldado Sampaio (Republicanos), assumiu o governo de forma interina até a data de hoje.

Os eleitores poderão votar em três chapas. A primeira delas tem Arthur Henrique (PL), com Subtenente Velton (PL) como vice, que disputa a eleição sub judice por causa da regra da desincompatibilização, ainda agurandando julgamento do recurso. Soldado Sampaio, atual governador interino, junto da vice Tayla Peres (Republicanos), tenta se manter no cargo até o início do ano que vem. Por fim, Nelita Frank (PT) junto do vice Bartô Macuxi (Psol) fecham a terceira chapa que está na corrida.

Por ser uma eleição suplementar, algumas regras do pleito se ajustaram. Um exemplo são aquelas que definem quais eleitores estão aptos para votar. Apenas aqueles que tiraram o título ou o regularizaram até 21 de janeiro deste ano poderão votar, aqueles que fizeram depois deste prazo poderão votar apenas em outubro, nas eleições gerais.

A explicação para tal mudança está na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) que resguarda o direito de voto àqueles que regularizaram seu cadastro até 151 dias antes do pleito.

Entenda o caso

No fim de abril, o TSE julgou uma Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) homologada pela coligação Roraima Muito Melhor que alegava abuso de poder político e econômico por parte do governador e seu vice, Antonio Denarium e Edilson Damião, respectivamente, durante as eleições de 2022.

Denarium foi eleito no primeiro turno, mas renunciou ao posto em março deste ano a fim de disputador uma vaga no Senado, delegando seu cargo ao vice, Edilson Damião.

Após assumir como governador, Damião teve sua cassação referendada e foi afastado do cargo. A decisão da Corte eleitoral também confirmou a nulidade dos votos recebidos pela chapa e determinou a relização de novas eleições, que serão realizadas hoje.

Apesar de cassado, Damião anunciou no início de maio que seria pré-candidato das eleições gerais realizadas em outubro.

“Deixei o governo por uma decisão da Justiça, que todo cidadão deve respeitar. Mas é importante esclarecer que meus direitos políticos estão garantidos”, disse em vídeo divulgado nas redes sociais.

 

 

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