Renan Santos critica relação de Flávio e Lula com Trump: ‘Ridículo’

O pré-candidato à presidência declarou que a interferência do presidente dos EUA no Brasil e esse ‘jogo’ com Lula e Flávio só prejudica o cidadão brasileiro

Reprodução/Instagram/@renansantosmblRenan dos Santos MBL
Pré-candidato à presidência pelo Missão, Renan Santos

O empresário e pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, criticou a relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Isso é ridículo, tanto para a esquerda como para a direita”, disse. A declaração foi feita em um novo vídeo obtido pela Jovem Pan nesta terça-feira (2).

Segundo o empresário, após os EUA anunciarem as tarifas no Brasil, ele favorece o discurso de Lula. “Essa semana, quando o Trump avisa que vai tarifar produtos brasileiros, ele gera tudo o que o Lula queria: um inimigo externo para falar que está defendendo o Brasil. Mas ninguém está defendendo nada”, afirmou.

Renan disse ainda que, tanto o encontro de Trump com Lula, quanto o com Flávio Bolsonaro é uma forma do norte-americano “fazer média”. “Até porque ele se dá bem com os dois e o Brasil acaba ficando nesse jogo de empurra que não tem nenhum sentido”, completou.

O pré-candidato também afirmou que a interferência de Trump no Brasil e que esse “jogo” com Lula e Flávio só prejudica o cidadão brasileiro. “Eu acho que quem fica buscando coerência ideológica no Trump vai acabar se dando muito mal”, finalizou.

Tarifa dos EUA

Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, na segunda-feira (1º), uma investigação que classifica políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, alegando que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA.

A decisão baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que também foi citado por Flávio na carta para pedir o não tarifaço dos EUA no Brasil. O relatório final aponta irregularidades em seis áreas principais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

No âmbito digital, a investigação cita ordens judiciais brasileiras para remoção de conteúdo e suspensão de perfis em redes sociais americanas, além de restrições a sistemas de pagamentos.

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