Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou nesta sexta-feira, 29, a tentativa do presidente Donald Trump de incluir seu nome no Kennedy Center, centro cultural de Washington dedicado às artes cênicas e criado em homenagem ao ex-presidente John F. Kennedy. A decisão também suspendeu temporariamente o fechamento do complexo para uma reforma de dois anos, prevista para começar em julho.
Na decisão, o juiz Christopher Cooper afirmou que apenas o Congresso pode alterar oficialmente o nome do centro. Segundo ele, “o estatuto orgânico do Kennedy Center deixa absolutamente claro que o Centro deve receber o nome do presidente Kennedy”, e acrescentou que o conselho da instituição não tem poder para mudar essa designação por conta própria.
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O magistrado determinou ainda a remoção, em até 14 dias, de placas e materiais promocionais que utilizem expressões como “Trump Kennedy Center” ou “Donald J. Trump and John F. Kennedy Memorial Center”.
A decisão também bloqueia, por ora, o plano de fechamento do centro para obras. Trump e o atual conselho do Kennedy Center defendiam interromper as atividades por aproximadamente dois anos para uma ampla revitalização do espaço.


Trump defende fechamento para reforma
Em publicação na Truth Social, o presidente afirmou que, depois de uma revisão de um ano com especialistas e consultores, concluiu que o fechamento temporário permitiria reconstruir o espaço e transformá-lo na “melhor instalação de artes cênicas do tipo em qualquer lugar do mundo”.
Cooper, porém, contestou essa justificativa. Segundo o juiz, não houve evidências da revisão mencionada por Trump, e os integrantes do conselho não receberam informações suficientes antes da reunião que aprovou o fechamento.
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O Kennedy Center informou que recorrerá da decisão. Em nota, a vice-presidente de relações públicas do complexo, Roma Daravi, afirmou que o local “requer uma restauração urgente e significativa” e disse que a instituição continuará buscando “todos os meios legais” para levar adiante o projeto.
A ação judicial foi apresentada pela deputada democrata Joyce Beatty, integrante do conselho do Kennedy Center, que perdeu direito a voto no ano anterior. Ela afirmou que os esforços para renomear e fechar o centro “não têm base legal”.
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