Juiz barra homenagem a Trump no nome do Kennedy Center

Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou nesta sexta-feira, 29, a tentativa do presidente Donald Trump de incluir seu nome no Kennedy Center, centro cultural de Washington dedicado às artes cênicas e criado em homenagem ao ex-presidente John F. Kennedy. A decisão também suspendeu temporariamente o fechamento do complexo para uma reforma de dois anos, prevista para começar em julho.

Na decisão, o juiz Christopher Cooper afirmou que apenas o Congresso pode alterar oficialmente o nome do centro. Segundo ele, “o estatuto orgânico do Kennedy Center deixa absolutamente claro que o Centro deve receber o nome do presidente Kennedy”, e acrescentou que o conselho da instituição não tem poder para mudar essa designação por conta própria.

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O magistrado determinou ainda a remoção, em até 14 dias, de placas e materiais promocionais que utilizem expressões como “Trump Kennedy Center” ou “Donald J. Trump and John F. Kennedy Memorial Center”.

A decisão também bloqueia, por ora, o plano de fechamento do centro para obras. Trump e o atual conselho do Kennedy Center defendiam interromper as atividades por aproximadamente dois anos para uma ampla revitalização do espaço.

Donald Trump durante uma reunião no gabinete da Casa Branca, em Washington, DC - 27/5/2026 | Foto: Evan Vucci/ReutersDonald Trump durante uma reunião no gabinete da Casa Branca, em Washington, DC - 27/5/2026 | Foto: Evan Vucci/Reuters
Donald Trump durante uma reunião no gabinete da Casa Branca, em Washington, DC – 27/5/2026 | Foto: Evan Vucci/Reuters

Trump defende fechamento para reforma

Em publicação na Truth Social, o presidente afirmou que, depois de uma revisão de um ano com especialistas e consultores, concluiu que o fechamento temporário permitiria reconstruir o espaço e transformá-lo na “melhor instalação de artes cênicas do tipo em qualquer lugar do mundo”.

Cooper, porém, contestou essa justificativa. Segundo o juiz, não houve evidências da revisão mencionada por Trump, e os integrantes do conselho não receberam informações suficientes antes da reunião que aprovou o fechamento.

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O Kennedy Center informou que recorrerá da decisão. Em nota, a vice-presidente de relações públicas do complexo, Roma Daravi, afirmou que o local “requer uma restauração urgente e significativa” e disse que a instituição continuará buscando “todos os meios legais” para levar adiante o projeto.

A ação judicial foi apresentada pela deputada democrata Joyce Beatty, integrante do conselho do Kennedy Center, que perdeu direito a voto no ano anterior. Ela afirmou que os esforços para renomear e fechar o centro “não têm base legal”.

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