Em meio a declarações divergentes sobre a presença militar norte-americana na Europa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu aliados ao anunciar, nesta quinta-feira, 21, o envio de mais 5 mil soldados à Polônia.
A decisão gerou incerteza entre autoridades e legisladores, já que o governo havia informado recentemente a redução de tropas no continente, incluindo o cancelamento da ida de cerca de 4 mil militares à Polônia.
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Trump justificou a medida ao destacar a eleição do presidente polonês, Karol Nawrocki, a quem declarou apoio. O republicano mencionou o fortalecimento dos laços entre os dois países.
“Com base na eleição bem-sucedida do agora presidente da Polônia, Karol Nawrocki, que tive orgulho de apoiar, e em nossa relação com ele, fico satisfeito em anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5 mil soldados à Polônia”, afirmou Trump na sua rede social, Truth Social.
No X, Nawrocki agradeceu ao aliado. “Boas alianças são aquelas baseadas na cooperação, no respeito mútuo e no compromisso com a nossa segurança compartilhada”, escreveu. Ele também reconheceu as decisões práticas do governo norte-americano como evidência clara da amizade bilateral.
Reações ao anúncio de Trump


Enquanto isso, integrantes do Congresso, tanto democratas quanto republicanos, criticaram as mudanças, por sinalizarem instabilidade aos aliados e ao presidente russo, Vladimir Putin, em meio à guerra na Ucrânia, que já dura quatro anos.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, explicou nesta semana que o adiamento do envio de tropas seria temporário e se devia à redução das equipes de brigada de combate na Europa. Ele ressaltou que a Polônia permanece sendo “um aliado exemplar dos EUA”, mas não esclareceu se haverá retomada do deslocamento ou aumento adicional no contingente.
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Autoridades de defesa norte-americanas admitiram confusão sobre a nova decisão de Trump, já que nas semanas anteriores o próprio presidente e o Pentágono vinham apontando cortes. O general Alexus Grynkewich, à frente das tropas dos EUA e da Otan na Europa, afirmou na terça-feira que 5 mil militares estavam deixando o continente.

