O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no dia 1º de agosto de 2026, que cancelou ataques planejados contra o Irã, condicionando a decisão a um acordo rápido entre os países. Ele afirmou que o Irã o procurou para adiar a ação militar e que já existem “parâmetros” para um acordo. No entanto, o Irã negou ter feito tal pedido, considerando as ameaças dos EUA como reais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 1, que cancelou ataques planejados contra o Irã, desde que ocorra um acordo com o país “rapidamente”.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano disse que o Irã e outros países o procuraram para adiar uma ação militar. Segundo ele, já existem os “parâmetros” de um acordo. A declaração ocorreu depois de relatos de que os EUA e Israel discutiam uma nova ofensiva contra a infraestrutura energética iraniana.
Irã nega pedido de adiamento
A agência semioficial Mehr negou o pedido de Teerã aos Estados Unidos pelo adiamento de ataques. Além disso, afirmou que a declaração de Trump é “nada mais do que uma nova mentira”.
O ministro interino da Defesa do Irã, Majid Ibn al-Reza, disse que o país considera todas as ameaças de seus adversários “reais e críveis”, mesmo quando fazem parte de uma guerra psicológica. “Não seremos pegos de surpresa nem permaneceremos passivos”, declarou.
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Segundo a emissora CBS News, a discussão do plano de ataque ocorreu na reunião de gabinete de Trump na sexta-feira 31. O governo norte-americano também orientou seus cidadãos no Oriente Médio a permanecerem em alerta diante de uma possível escalada.
Trump afirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estavam “prontas para agir contra a República Islâmica do Irã, com um nível de força, poder e capacidade militar jamais visto desde a Segunda Guerra Mundial”. Ele acrescentou que cancelar o ataque seria “para o benefício futuro do mundo e, igualmente, para a sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero”.
Conflito segue sem solução
Em abril, Trump ameaçou destruir a infraestrutura civil iraniana caso o país recusasse negociações de paz. As conversas ocorreram posteriormente no Paquistão, sob liderança do vice-presidente JD Vance, mas terminaram sem acordo.
Neste sábado, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, conversou com Trump por telefone para pedir a redução das tensões e a busca por uma solução diplomática, segundo a agência oficial SPA.
Washington e Teerã voltaram a trocar ataques desde o colapso do cessar-fogo. Os Estados Unidos bombardearam instalações iranianas, enquanto o Irã lançou mísseis e drones contra ativos norte-americanos no Oriente Médio e atacou embarcações no Estreito de Ormuz.

