PF tem provas para até 60 fases e avançar sob eleições

A operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master e teve sua 1ª fase em novembro do ano passado, ainda está longe de ser concluída. Somente o vasto material apreendido até o momento pode render de 50 a 60 novas fases da operação. Mesmo com informações robustas sobre a suposta ligação de ministros do Supremo Tribunal Federal com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, não está no radar o avanço das apurações sobre magistrados.

Fontes a par das apurações revelam que não há quaisquer sinal ou movimentações que indiquem apurações sobre ministros, familiares e o esquema Master. Uma investigação contra um membro da Corte tem que ser autorizada pelo próprio STF.

Apesar de não comentar oficialmente sobre investigações em curso, a PF avalia que a força-tarefa tem muito a avançar sobre outras frentes, principalmente sobre autoridades e representantes dos Três Poderes que deram sustentação política e institucional ao caso.

O caso é considerado o maior escândalo do setor bancário do país. O rombo somente deixado com a liquidação extrajudicial do Master e de instituições vinculadas ao conglomerado, como o Will Bank e o Banco Pleno, é estimado em cerca de R$ 52 bilhões, mas as cifras podem ser muito maiores.