PF apura se Weverton atuou para conter investigação de morte no Maranhão

Um inquérito da Polícia Federal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) apura se o vice-líder do governo, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), atuou para conter e atrapalhar as investigações do assassinato do empresário João Bosco, ocorrido em 2022 no Maranhão. Mensagens encontradas no celular do parlamentar mostraram contatos entre ele e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Humberto Martins. Até o momento, nenhum dos citados se manifestou.

A PF identificou mensagens no celular do senador direcionadas a Humberto Martins, relator do caso de homicídio no STJ. A suspeita da PF é que Weverton tenha agido para evitar que as apurações envolvessem pessoas ligadas ao atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB).

Devido ao risco de “queima de arquivo” se mantido em presídio maranhense, o réu pelo crime foi transferido para Brasília em 2025, com autorização de Martins. A assessoria do STJ informou à Gazeta do Povo que o ministro — que não é investigado pela PF — não comentaria a situação por se tratar de um processo sob segredo de Justiça. A assessoria do senador Weverton também foi procurada, mas não enviou resposta. O espaço segue aberto para manifestações.