O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou no dia 12 de julho que a posse do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, marcada para 7 de agosto, não poderá ocorrer em instalações militares, intensificando a tensão entre os dois. A decisão foi uma resposta ao vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, que sugeriu a realização da cerimônia em uma guarnição militar.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, determinou neste domingo, 12, que nenhuma instalação militar seja utilizada para a cerimônia de posse do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, prevista para 7 de agosto. A decisão amplia a tensão entre o atual governo e o sucessor, em meio a uma transição marcada por disputas sobre o resultado da eleição presidencial.
“Exercendo meus poderes constitucionais e legais, ordeno que nenhuma instalação militar sirva de local para a posse de um presidente da República da Colômbia”, escreveu Petro em publicação no X.
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A manifestação ocorreu depois de o vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, afirmar, em entrevista à revista colombiana Semana, que a equipe de Espriella pretendia realizar a cerimônia “em uma guarnição militar”. Segundo ele, a escolha representaria “uma demonstração muito importante de reconhecimento aos membros das forças de segurança pública”.
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Em nova publicação, Petro sustentou que a transferência de comando é disciplinada pela Constituição e pelas leis do país. Segundo o presidente, a posse deve ocorrer no Congresso da República, “onde as leis para o povo — e não para máfias ou estrangeiros — devem ser debatidas”.
O mandatário também argumentou que “leis não são feitas em quartéis; ações de segurança e defesa do povo e de suas vidas são realizadas ali”. O artigo 192 da Constituição colombiana estabelece que o presidente da República deve tomar posse perante o Congresso.
Petro e Espriella se desentendem em transição de governo na Colômbia
O novo episódio ocorre em um contexto de crescente atrito entre o governo de Petro e o presidente eleito. Na última terça-feira, 7, Espriella anunciou a suspensão do processo de transição de governo.
A decisão foi tomada depois de Petro declarar que não reconhecerá a legitimidade do governo de seu sucessor. O presidente alega que houve manipulação de algoritmos durante a apuração do segundo turno da eleição presidencial, realizado em junho, para favorecer a vitória de Espriella sobre o candidato governista, o senador Iván Cepeda.
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