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Um homem de 81 anos deixou a casa de repouso onde vivia para passar os próximos dias em uma penitenciária. A polícia da Alemanha foi buscá-lo depois que conseguiu desvendar um crime cometido há mais de 30 anos. As investigações levaram à conclusão de que o idoso era um assassino, que cometeu abuso sexual e matou uma turista americana em 1994.
Nesta semana, o suspeito confessou o crime perante o juiz na primeira audiência de seu julgamento. O réu, que não teve o nome divulgado devido às leis de privacidade do país, tinha 49 anos de idade quando matou a americana Amy Lopez, de 24 anos, segundo informações da agência de notícias alemã dpa.
Lopez estava visitando a cidade de Koblenz quando conheceu o criminoso, que a teria atraído para um quarto da Fortaleza de Ehrenbreitstein, uma grande construção do início do século XIX que é considerada Patrimônio Mundial da Unesco. Ali, o homem teria algemado, agredido sexualmente e matado a vítima com facadas no peito, segundo um comunicado do Ministério Público de Koblenz divulgado este ano.
A acusação disse que o réu “matou uma pessoa de forma traiçoeira e por motivos vis, a fim de satisfazer seus desejos sexuais”.
O caso permaneceu sem solução por anos até agosto de 2025, quando a polícia local criou uma unidade de casos arquivados e reabriu as investigações.
Os investigadores reexaminaram as roupas de Lopez e cerca de 1.600 amostras foram analisadas, afirmou o Ministério Público. Vestígios antigos de DNA foram analisados utilizando novos métodos, o que permitiu uma descoberta importante que levou ao assassino.
Em fevereiro, a polícia prendeu o suspeito em um lar de idosos na região de Koblenz. Desde então, ele cumpre prisão preventiva. Seu julgamento começou nesta semana e deve durar cerca de oito sessões, com o veredito previsto para ser anunciado em setembro.
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