Nigel Farage, líder do partido Reform UK e figura central na campanha do Brexit, renunciou ao cargo de parlamentar em 7 de julho, em meio a investigações sobre a falta de prestação de contas de doações para sua campanha. As apurações envolvem uma doação de £ 5 milhões de Christopher Harborne e outras de George Cottrell. Farage, que nega irregularidades, afirmou que sua saída visa permitir que os eleitores julguem sua conduta e anunciou sua candidatura em uma eleição suplementar.
O líder do partido Reform UK, Nigel Farage, um dos principais nomes da campanha que levou o Reino Unido a deixar a União Europeia (Brexit), renunciou nesta terça-feira, 7, ao cargo de parlamentar no país. Conservador, Farage é frequentemente chamado de “extrema direita” pela mídia do país.
A decisão ocorre em meio a duas investigações de uma suposta falta de prestação de contas de doações para a campanha de Farage nas eleições gerais de 2024, quando ele conseguiu o cargo no Parlamento.
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As autoridades investigam a possível omissão de uma doação de £ 5 milhões feita por Christopher Harborne, bilionário do setor de criptomoedas. Além disso, Farage também é alvo de uma apuração por supostamente não declarar doações de George Cottrell, um de seus principais aliados.
Farage ganhou notoriedade ao liderar o movimento do Brexit, aprovado em referendo em 2016. A conclusão da saída do Reino Unido da União Europeia foi em 2020.
Declaração de Farage
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Farage negou irregularidades e afirmou que decidiu deixar o cargo para permitir que os eleitores julgassem sua conduta. “Não fiz nada, não violei absolutamente nenhuma lei”, disse. “O povo deveria ser o juiz das minhas ações.”
O pronunciamento ocorreu na sede do Reform UK, em Westminster. No vídeo, Farage também confirma que será candidato na eleição suplementar para tentar recuperar o mandato. “Esta será uma eleição suplementar entre o povo e o establishment“, disse. “É uma oportunidade de mandar todo o establishment, francamente, para aquele lugar. É por isso que colocarei meu nome para disputar essa eleição.”
“Se eu perder, eles vencem”, continuou. “Se eles vencerem, você perde e, se você perder, a Grã-Bretanha ficará para sempre destruída e nada mudará. Nós prevaleceremos.”
Farage também acusou a imprensa de perseguir sua família e disse que “nunca esteve tão irritado na vida”. Segundo ele, os recursos recebidos de Harborne foram usados para enfrentar as ameaças diárias.
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