O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes liberou, no sábado (1º), a entrada de Geovanna Kathleen na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para cuidar dele e de sua filha mais nova, Laura, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) passa por exames para averiguar uma enxaqueca recorrente. Geovanna é meia-irmã de Michelle.
Na decisão, Moraes determina que a defesa informe imediatamente quando Michelle retornar para casa, o que ainda não ocorreu. Na noite deste sábado, a ex-primeira-dama postou uma foto para celebrar o fim do jejum necessário à realização do exame. Na publicação, ela aparece em um quarto de hospital com um acesso na veia e com um eletrodo no peito.
Formada em Arquitetura e Urbanismo, Geovanna surgiu nas notícias pela primeira vez em 2023, após ser nomeada como ajudante parlamentar no gabinete da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
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Ida ao hospital ocorre na véspera da convenção que pode confirmar candidatura ao Senado
A ida ao hospital ocorreu na véspera da convenção do PL do Distrito Federal que pode confirmar a candidatura de Michelle ao Senado. A ex-primeira-dama deixou a presidência do PL Mulher em meio a um atrito com Flávio – já superado – e, com isso, ficou em aberto se a decisão de concorrer se manteria.
Enquanto Michelle passava pelos exames, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) participava de um evento para anunciar sua pré-candidatura, um dia antes de se tornar candidata. Na ocasião, ela também confirmou que a aliada disputará o Senado ao seu lado.
“Michelle Bolsonaro anuncia que ela é, sim, pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Acabou a dúvida. Acabou o mistério”, afirmou. A ex-primeira-dama, no entanto, ainda não fez nenhuma declaração pública neste sentido.
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Bolsonaro não pode receber visitas por 30 dias
Bolsonaro enfrenta uma restrição de visitas de duas camadas: no dia 13 de julho, Moraes suspendeu o acesso do ex-presidente a seu filho e advogado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão ocorreu após a divulgação de uma carta ao eleitorado em que Jair reitera que Flávio é seu sucessor na corrida presidencial.
Quatro dias depois, o ministro decidiu endurecer as restrições e suspendeu por completo o direito a visitas por 30 dias, além de proibir as “visitas com finalidade político-eleitoral” e a divulgação de “manifestos político-eleitorais” até o final das eleições.

