Keiko Fujimori declara vitória e promete unir o Peru

A candidata conservadora Keiko Fujimori declarou-se vencedora das eleições presidenciais do Peru nesta quarta-feira, 24, depois de abrir uma vantagem considerada irreversível sobre o esquerdista Roberto Sánchez. Com quase a totalidade dos votos apurados, Fujimori alcançou pouco mais de 50% dos votos válidos e superou o adversário por cerca de 43 mil votos.

Em discurso a apoiadores, a líder da legenda Força Popular afirmou que pretende governar para todos os peruanos e prometeu trabalhar pela reconciliação nacional. Segundo ela, o desafio será reduzir a polarização política e enfrentar problemas como a criminalidade, a instabilidade institucional e as dificuldades econômicas.

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Keiko Fujimori: combate ao narcoterrorismo

A vitória marca a quarta tentativa de Fujimori de chegar à Presidência e a transforma na primeira mulher eleita para comandar o Peru. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela representa a continuidade do chamado fujimorismo, corrente política que mantém forte influência no país principalmente pelo combate ao narcoterrorismo.

Embora observadores internacionais tenham considerado o processo eleitoral legítimo, Sánchez se recusou a reconhecer o resultado e voltou a falar em irregularidades na apuração, sem apresentar provas. A proclamação oficial do vencedor deverá ocorrer nas próximas semanas, depois da análise de recursos eleitorais.

A eleição peruana também tem repercussões além das fronteiras nacionais. A vitória de Keiko Fujimori soma-se à recente eleição do conservador Abelardo de la Espriella na Colômbia e fortalece a percepção de enfraquecimento da chamada “onda rosa”, expressão usada para descrever o ciclo de governos de esquerda que dominou parte da América Latina nas últimas décadas. 

Leia também: “A eleição peruana, as urnas e o gol contra Moraes”, reportagem publicada na Edição 327 da Revista Oeste

Nesse contexto, Peru e Colômbia passaram a ser apontados como símbolos de uma possível reconfiguração do mapa político sul-americano, com a ascensão de lideranças de perfil mais conservador depois de anos de predominância de governos socialistas.

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