Juiz nega sigilo em caso de suposta violência doméstica atribuída a advogado de Heleno

O juiz Carlos Bismarck Piske de Azevedo Barbosa negou o pedido de sigilo em um processo sobre suposta violência doméstica de Matheus Milanez contra sua ex-esposa. Para o magistrado, não há indícios de que a publicidade do caso possa gerar problemas ao advogado, que defendeu o general Augusto Heleno na ação do núcleo 1, por suposta participação em plano golpista.

“É certo que fazer parte de um procedimento criminal, seja como acusado ou vítima, gera desconforto e certa vergonha, mas isso se dá em todo tipo de processo criminal, pelo que, para se afastar a regra geral da publicidade, necessário se faz a demonstração do ‘plus’, aquele algo mais que existe no processo que pode gerar escândalo, inconveniente grave ou perigo de perturbação da ordem, o que não ocorre no presente caso”, diz a decisão desta quinta-feira (13).

Parte de um grupo de 62 advogados que atuou no julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Milanez ganhou destaque após pedir que o ministro Alexandre de Moraes concedesse mais tempo entre as oitivas para que pudesse “minimamente jantar”. O trecho virou corte em redes sociais e ajudou a projetá-lo publicamente.