O juiz de Utah manteve a possibilidade de Tyler Robinson receber a pena de morte caso o júri o condene por homicídio qualificado de Charlie Kirk. Nesta sexta-feira, 26, o magistrado rejeitou o pedido da defesa para retirar a punição máxima do processo.
O juiz Tony Graf Jr. concluiu que o promotor-adjunto do Condado de Utah, Christopher Ballard, descumpriu parcialmente uma ordem de silêncio ao manifestar opinião sobre o conjunto de provas do caso durante entrevistas. Mesmo assim, o magistrado considerou que a conduta não justificava impedir os promotores de buscarem a pena de morte.
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Segundo Graf, eliminar essa possibilidade seria uma medida desproporcional e incompatível com o tipo de infração cometida pelo representante do Ministério Público. Como alternativa, ele determinou a ampliação do processo de seleção dos jurados para preservar a imparcialidade do julgamento.
A controvérsia começou depois de a defesa divulgar um documento judicial que afirmava que a Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) não conseguiu vincular o projétil que matou Kirk ao rifle atribuído a Robinson.
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Os promotores responderam que a interpretação apresentada pela defesa era incompleta. Segundo eles, a perícia classificou a análise das marcas da bala como inconclusiva, sem descartar nem confirmar que o projétil saiu da arma. Eles acrescentaram que o calibre era compatível e que um estojo deflagrado apresentava correspondência com a arma investigada.
O juiz entendeu que os promotores poderiam esclarecer informações que consideravam enganosas. No entanto, avaliou que Ballard ultrapassou esse limite ao expressar confiança na culpa de Robinson durante uma entrevista, o que motivou a decisão por desacato civil.
Apesar disso, o magistrado manteve a possibilidade de aplicar a pena de morte caso a Justiça condene Robinson. O réu responde pelo assassinato de Charlie Kirk, que faleceu durante um evento do Turning Point USA na Universidade Utah Valley, em 10 de setembro de 2025.
A defesa e o Ministério Público continuam trocando acusações sobre a condução do caso. Enquanto os advogados de Robinson afirmam que os promotores violaram a ordem de silêncio, a acusação sustenta que apenas respondeu a alegações consideradas enganosas.
Robinson permanece preso, participa das audiências por videoconferência e ainda não apresentou formalmente sua declaração de culpa ou inocência. A audiência preliminar está marcada para o início de julho.
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