Israel bombardeou alvos militares no oeste e no centro do Irã na madrugada desta segunda-feira, 8, em resposta ao lançamento de mísseis iranianos contra o norte do território israelense. A ofensiva ocorreu apesar da forte pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o governo de Benjamin Netanyahu evitasse uma retaliação e preservasse as negociações em andamento com Teerã. Netanyahu já havia adiantado que Israel responderia aos lançamentos dos mísseis.
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Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), a Força Aérea atingiu instalações militares nas regiões oeste e central do Irã. A imprensa estatal iraniana informou que explosões foram registradas em Teerã, além das cidades de Tabriz, Isfahan e Karaj.
Pressão contra ataque de Israel ao Irã
Nos últimos dias, Trump intensificou a pressão sobre Netanyahu. Em declarações públicas, afirmou que o premiê israelense teria de aceitar qualquer acordo que Washington venha a firmar com Teerã e declarou que era ele quem “dava todas as cartas” nas negociações. O presidente norte-americano também disse que telefonaria para Netanyahu para pedir que Israel não respondesse ao ataque iraniano. Segundo Trump, uma nova escalada poderia comprometer um acordo que considera próximo.
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Autoridades israelenses já discutiam quando e com que intensidade responder ao que consideraram uma violação iraniana do cessar-fogo. O ataque de mísseis lançado pelo Irã ocorreu depois de Israel bombardear Beirute pela primeira vez desde a entrada em vigor do cessar-fogo com o Líbano. Israel declarou que a operação foi uma resposta a sucessivas violações da trégua atribuídas ao grupo terrorista Hezbollah, representante do Irã no Líbano. Em reação, Teerã declarou que Israel havia ultrapassado “todas as linhas vermelhas” e ameaçou promover novos ataques caso fosse alvo de retaliação.

