Israel interceptou nesta segunda-feira, 18, uma nova leva de embarcações da Flotilha Global Sumud, grupo de militantes que tentava chegar à Faixa de Gaza. Os barcos partiram da Turquia na semana passada.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou a operação como um “esquema malicioso” para romper o bloqueio imposto ao grupo terrorista Hamas.
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Segundo os organizadores, quatro brasileiros participavam da iniciativa: Thainara Rogério; Ariadne Teles, coordenadora da flotilha no Brasil; Beatriz Moreira de Oliveira, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens; e o médico pediatra Cassio Guedes Pelegrini Junior.
As informações divulgadas pela organização revelam que as três mulheres foram detidas pelas forças israelenses. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o paradeiro do médico brasileiro.
Israel amplia bloqueio marítimo contra flotilhas pró-Gaza
De acordo com os militantes, a operação interceptou pelo menos 21 embarcações. Um sistema de monitoramento da flotilha mostrou quando diferentes barcos são abordados na região oeste de Chipre.
Os ativistas afirmaram que a abordagem ocorreu “em plena luz do dia”. O governo israelense, porém, sustenta que a ação teve como objetivo impedir violações ao bloqueio marítimo estabelecido contra Gaza.
No mês passado, Israel já havia interceptado ao menos 50 embarcações da mesma flotilha em águas internacionais próximas à Grécia. Na ocasião, mais de 170 ativistas estavam nos barcos.
A maioria dos participantes acabou deportada para a Europa. O brasileiro Thiago Ávila e o militante palestino-espanhol Abu Keshek chegaram a ser detidos antes da deportação.
Governo israelense acusa grupo de favorecer Hamas
Netanyahu elogiou a operação desta segunda-feira e afirmou que Israel age para impedir tentativas de beneficiar o Hamas em meio à guerra em Gaza.
Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores israelense chamou a flotilha de “provocação” e prometeu impedir sua chegada ao território palestino.
Segundo o governo de Israel, o objetivo da iniciativa seria “desviar a atenção da recusa do Hamas em se desarmar” e atrapalhar o plano de paz defendido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O governo turco condenou a interceptação das embarcações.
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