Israel entrou em alerta nesta quarta-feira, 8, após os Estados Unidos retomar ataques contra o Irã e o presidente Donald Trump declarar o fim do entendimento provisório entre os países. O governo israelense, embora não tenha anunciado participação direta nas operações, realiza consultas de segurança e mantém coordenação com a Casa Branca. Trump, que considera as negociações com o Irã uma perda de tempo, decidiu romper o acordo mediado pelo Paquistão, enquanto Israel busca fortalecer a aliança com os EUA, incluindo
Israel entrou em alerta nesta quarta-feira, 8, depois de os Estados Unidos retomarem os ataques contra o Irã e o presidente Donald Trump declarar encerrado o entendimento provisório firmado entre Washington e Teerã.
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Em Israel, a nova escalada levou o governo a realizar consultas de segurança e acompanhar a evolução do confronto. Até o momento, porém, o governo israelense não anunciou participação direta na nova operação norte-americana contra o Irã.
Benjamin Netanyahu, que se reuniu com autoridades da Marinha local, mantém coordenação com a Casa Branca sobre a questão iraniana. O primeiro-ministro afirmou recentemente que Israel e Trump permanecem alinhados nos principais objetivos relacionados a Teerã, embora possam divergir sobre a condução da estratégia.
A decisão de Trump ocorreu depois do fracasso, segundo ele, das negociações entre os dois países e de novos ataques atribuídos ao Irã contra alvos norte-americanos no Golfo. O acordo temporário, mediado pelo Paquistão, previa um período de 60 dias para que as partes buscassem um entendimento permanente para encerrar o conflito, mas as conversas não avançaram.
Transferência de bases dos EUA para Israel
“Para mim, acabou”, afirmou Trump durante a cúpula da Otan, na Turquia. “Não quero mais lidar com eles.” O presidente norte-americano classificou a negociação com a liderança iraniana como uma perda de tempo e disse que não pretendia retomar o diálogo.
A ruptura ocorreu depois que forças norte-americanas realizaram novos ataques contra alvos iranianos, em resposta a ações atribuídas a Teerã contra navios no Estreito de Ormuz e instalações militares dos EUA na região. O Irã, por sua vez, lançou ataques contra bases norte-americanas no Bahrein e no Kuwait.
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A mídia israelense declarou inclusive que Netanyahu e seu gabinete buscam maneiras de revigorar a aliança com os EUA. Uma delas é a transferência de bases militares norte-americanas de outros países do Oriente Médio para o Neguev, no sul de Israel.
Tal situação, já aventada pelos EUA, evitaria que forças norte-americanas ficassem expostas a bombardeios nestes países, como ocorreu inclusive nesta quarta-feira. Netanyahu, o ministro da Defesa, Israel Katz, e altos funcionários da área de segurança iriam discutir na noite desta quarta-feira a possibilidade de realizar a transferência.

