O Irã declarou, em 28 de outubro de 2023, que a retirada total das forças israelenses do sul do Líbano é essencial para um acordo definitivo mediado pelos Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, enfatizou que essa retirada é necessária para a estabilidade regional e a implementação do memorando de entendimento que visa encerrar as operações militares de Israel contra o Hezbollah.
O Irã afirmou neste domingo, 28, que a retirada completa das forças israelenses do sul do Líbano é condição indispensável para um acordo definitivo mediado pelos Estados Unidos, enquanto confrontos continuam a ameaçar o entendimento provisório firmado entre as partes.
“A retirada dos ocupantes de todas as áreas libanesas ocupadas é necessária para alcançar um acordo definitivo e duradouro que estabeleça a estabilidade regional”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, segundo a agência estatal IRNA.
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Baghaei também defendeu a implementação integral da primeira cláusula do memorando de entendimento assinado no início deste mês, que prevê o fim da guerra e das operações militares de Israel contra o grupo terrorista Hezbollah, apoiado pelo regime iraniano, no Líbano.
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O documento estabelece “o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”, e afirma que um acordo definitivo confirmará o encerramento permanente do conflito. O texto, contudo, não determina de forma explícita a retirada das tropas israelenses do território libanês.
Também neste domingo, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reiterou a posição de Teerã em conversa com Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês.
“Nosso objetivo é acabar com a guerra no Líbano, permitir que as pessoas deslocadas retornem às suas casas, encerrar a ocupação e garantir a retirada do regime sionista do território libanês”, afirmou. “Estamos tratando dessa questão com determinação”, acrescentou.
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Israel tem rejeitado retirar suas tropas do sul do Líbano, sob o argumento de que o Hezbollah continua representando uma ameaça às comunidades israelenses próximas da fronteira.
Na última sexta-feira, 26, os governos de Israel e do Líbano concordaram com um processo de transição para que as Forças Armadas Libanesas assumam gradualmente o controle de áreas no sul do país.
Até o momento, porém, o exército libanês não conseguiu desarmar o Hezbollah nem retirar seus combatentes da região, um dos principais entraves para a consolidação de um acordo permanente.

