• Os houthis, que controlam o norte do Iêmen, lançaram mísseis e drones contra o Aeroporto Internacional de Abha, na Arábia Saudita, nesta segunda-feira, 13.
• A Arábia Saudita informou ter interceptado os projéteis. Não houve registro de vítimas.
• O grupo terrorista apresentou a ofensiva como retaliação aos bombardeios contra o Aeroporto Internacional de Saná, atribuídos pelos houthis à Arábia Saudita.
• O governo do Iêmen, no entanto, assumiu a autoria do ataque e afirmou que atingiu a pista do aeroporto para impedir o pouso de uma aeronave iraniana.
Os terroristas houthis, que controlam o norte do Iêmen, lançaram nesta segunda-feira, 13, mísseis balísticos e drones contra o Aeroporto Internacional de Abha, no sul da Arábia Saudita. Segundo a agência Reuters, as defesas sauditas interceptaram os projéteis. Não houve vítimas, de acordo com a Associated Press.
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A ofensiva foi uma resposta aos bombardeios contra o Aeroporto Internacional de Saná — capital do Iêmen —, atribuídos pelo grupo terrorista à Arábia Saudita. Em pronunciamento, o porta-voz Yahya Saree classificou o ataque como uma “agressão flagrante” e advertiu companhias aéreas a evitarem o espaço aéreo saudita.
Já o governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita e em guerra contra os houthis, apresentou outra versão. Segundo o Ministério da Defesa iemenita, suas forças atingiram a pista do Aeroporto Internacional de Saná, controlado pelo grupo terrorista, para impedir o pouso de uma aeronave iraniana que tentava entrar no país sem autorização.
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Ataques dos houthis colocam em risco trégua iniciada em 2022
Segundo a Reuters, essa foi a primeira ofensiva reivindicada pelos houthis contra a Arábia Saudita desde a trégua informal iniciada em março de 2022, depois de anos de ataques do grupo contra o território saudita. A escalada reacende o risco de novos confrontos entre ambos, além de aumentar a instabilidade no Mar Vermelho, onde o grupo terrorista já promoveu ataques contra embarcações comerciais.
A guerra civil no Iêmen começou em 2014, quando os houthis tomaram Saná e obrigaram o governo a se transferir para o sul do país. Em 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita começou uma intervenção militar em apoio ao governo. Desde a trégua informal de 2022, os confrontos diretos entre Riad e o grupo terrorista diminuíram.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas realizou uma reunião de emergência para discutir a escalada. Durante o encontro, o secretário-geral adjunto para Assuntos Políticos, Khaled Khiari, afirmou que “o Iêmen e a região mais ampla não podem suportar outro ciclo de escalada” e defendeu a retomada das negociações sob sua mediação.
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