Nesta quinta-feira (21), a morte do “pai do rock” completa 25 anos.
Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama, por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. Raul foi velado pelo resto do dia no Palácio das Convenções do Anhembi. No dia seguinte seu corpo foi levado por via aérea até Salvador e sepultado às 17 horas, no Cemitério Jardim da Saudade.
Raul Santos Seixas nasceu em Salvador. Desde a adolescência, ficou impressionado com o fenômeno do Rock ‘n’ Roll, o que levou a criar a banda uma banda chamada “Os Panteras”. Lançou o seu primeiro disco em 1968, “Raulzito e seus Panteras”. Mas o sucesso veio mesmo depois do lançamento do disco “Krig-ha, Bandolo” (1973), cuja música principal, “Ouro de Tolo”, fez grande sucesso no Brasil. O disco tinha outras músicas de grande repercussão, como “Mosca na Sopa” e “Metamorfose Ambulante”.

Raul Seixas se envolveu com ocultismo e estudou filosofia e psicologia, o que fez um dos pouco compositores a tentar imprimir suas idéias em letras aliadas ao som vibrante do Rock, juntamente com ritmos nordestinos.
Em 1974, criou a Sociedade Alternativa, um conceito de sociedade livre inspirada no ocultista Aleister Crowley e que foi tema de uma de suas canções do disco “Gita” (1974).
Raul Seixas produziu bons trabalhos como “Novo Aeon” (1975), “Metrô Linha 743” (1983), “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!” (1987) e “A Panela do Diabo”(1989), este último, em parceria com o roqueiro Marcelo Nova. Porém, o cantor enfrentou problemas de alcoolismo nos últimos anos, o que levou a falecer com apenas 44 anos, vítima de pancreatite aguda.
Raul Seixas é considerado um dos maiores músicos brasileiros, com uma enorme quantidade de fã-clubes.
Assista show completo em 13 de fevereiro de 1982
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