A Justiça de São Paulo ordenou a investigação de Mário Luiz Moreno Júnior, ex-namorado da vereadora Maria Luiza Fernandes, do PL de Mogi das Cruzes (SP), por suposta violência política de gênero. A decisão, do juiz Heitor Moreira de Oliveira, visa a apurar alegações de violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas, já que Malu possui uma medida contra ele desde maio. A defesa da vereadora afirma que informações sobre o caso vazaram de forma distorcida na imprensa.
A Justiça de São Paulo determinou que a Polícia Judiciária investigue fatos que envolvem Mário Luiz Moreno Júnior, ex-namorado da vereadora de Mogi das Cruzes (SP) Maria Luiza Fernandes, a Malu Fernandes (PL), de 26 anos. A defesa da parlamentar acusa o empresário, de 46 anos, de violência política de gênero.
A decisão partiu do Anexo de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Foro de Mogi das Cruzes. Em despacho desta quarta-feira, 22, o juiz Heitor Moreira de Oliveira considerou necessária a apuração das circunstâncias relatadas pela vereadora e por seus advogados.
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O magistrado determinou que a investigação alcance, inclusive, a possível ocorrência de “crimes contra a honra, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas” concedidas em favor da vereadora.
Malu mantém uma medida protetiva contra Moreno Júnior desde maio. Os dois tiveram um relacionamento durante cerca de um ano. A defesa dela voltou a procurar a Justiça na última sexta-feira, 17, ao alegar que informações relacionadas ao processo de violência política de gênero, que tramita sob sigilo, chegaram à imprensa de forma “confusa e seletiva”.
Entre os conteúdos divulgados estavam acusações relacionadas a um episódio registrado em setembro de 2025. Segundo esse relato, Malu teria entrado na residência do ex-namorado e danificado objetos pessoais. A vereadora nega os fatos.

Defesa de vereadora questiona mudança em boletim de ocorrência
Os advogados de Malu também contestam uma alteração feita no boletim de ocorrência relacionado ao episódio. Segundo a defesa dela, Mário Luiz Moreno Júnior modificou em maio deste ano o teor do registro realizado cerca de dez meses antes e passou a atribuir à ex-namorada a autoria do suposto crime.
A defesa destaca que o empresário fez a alteração no mesmo período em que tomou conhecimento da medida protetiva concedida à vereadora. Os advogados afirmam que a sequência dos acontecimentos pode indicar uma eventual retaliação, hipótese que as autoridades deverão investigar.
A advogada Maíra Recchia também afirma que, em determinados crimes que dependem de representação, existe prazo de seis meses para o prosseguimento da investigação. Segundo ela, esse período teria terminado em março de 2026.
“A ocorrência em tela, em tese, caducou em março de 2026″, afirmou Maíra. “Não poderia, então, Mário Luiz Moreno Júnior incrementar o documento em maio deste ano em tentativa de incriminar a ex-companheira, que tem medida cautelar contra ele.”
Outro ponto levantado pela defesa envolve o momento em que as informações chegaram à imprensa. Os conteúdos foram divulgados na última quinta-feira, 16, quando Malu lançou, em evento do PL, sua pré-candidatura a deputada estadual.
Saiba mais:
Segundo os advogados, a vereadora discursava diante de mais de 500 pessoas quando publicações sobre o caso começaram a circular nas redes sociais. A defesa dela afirma que o material apresentava “sérias distorções” e não trazia o posicionamento da parlamentar.
“Difícil imaginar que foi coincidência”, declarou Maíra. “Bem no momento em que Malu estava em evento partidário e político, em meio a um grande público, totalmente desprovida de chance de se defender ou de argumentar, diversas matérias com tom calunioso contra ela são publicadas.”
A advogada afirma que o episódio reforça a acusação de “violência política de gênero” apresentada anteriormente pela defesa e relacionada à medida protetiva concedida em maio.
Paralelamente à investigação policial determinada pela Justiça, os advogados da vereadora, que foi a candidata mais bem votada para a Câmara de Mogi das Cruzes nas eleições municipais de 2024, pretendem recorrer da decisão que não ampliou o alcance da medida protetiva já vigente. Assim como impedir, entre outras condutas, que Mário Luiz Moreno Júnior compartilhe novas informações relacionadas à ex-namorada.
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