Representantes do Google, da Microsoft e do Facebook negaram ontem no Senado, em Brasília, que as três empresas tenham dado ao Governo dos Estados Unidos “acesso irrestrito” ou “de grande escala” a informações de seus clientes. Eles participaram de audiência pública para debater as denúncias de espionagem norte-americana a emails e comunicações telefônicas de brasileiros.
“Até o fim do ano passado, 0,00002% (das informações solicitadas ao Facebook) foi requisitado por autoridades norte-americanas de qualquer âmbito, seja federal ou estadual, (o que abrange) desde delegados procurando crianças desaparecidas e roubos até questões de segurança nacional”, disse o gerente de Relações Governamentais do Facebook no Brasil, Bruno Magrani. “Não houve nenhum acesso em grande escala”, acrescentou.
Posições similares foram apresentadas pelo diretor de Políticas Públicas do Google Brasil, Marcel Leonardi, e o diretor-geral Jurídico e de Relações Institucionais da Microsoft Brasil, Alexandre Esper. Leonardi disse que o Google não aderiu a qualquer programa de espionagem do Governo norte-americano e que a empresa recusa a instalação de equipamentos daquele Governo para fins de segurança.
“Não existe nenhum mecanismo de acesso a essas informações, apesar de diversos países terem sugerido isso. Ninguém pode pegar esses dados em nossa empresa”, garantiu. “Agimos apenas de acordo com a lei. (Por isso,) muitas vezes esses pedidos são negados. E quando somos obrigados, (a informação) é entregue às autoridades”, disse.
Já o diretor da Microsoft disse que, desde julho, a empresa fez pedido ao Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira dos EUA para divulgar amplamente os dados, mas não recebeu autorização.
O Povo

