Os investimentos globais em defesa atingiram US$ 2,8 trilhões em 2025, um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior, gerando US$ 679 bilhões para os cem maiores fabricantes do setor, segundo o Stockholm International Peace Research Institute. Este é o 11º ano consecutivo de crescimento, impulsionado por tensões geopolíticas. A Europa liderou o aumento com 14%, seguida por Ásia e Oceania com 8,1%.
Os investimentos globais em defesa somaram US$ 2,8 trilhões em 2025. O valor representa uma alta de 2,9% em relação ao ano anterior. Esse montante garantiu uma receita de US$ 679 bilhões aos cem maiores fabricantes e fornecedores do setor bélico. O Stockholm International Peace Research Institute forneceu os dados. Eles afirmam que este é o 11º ano consecutivo de crescimento na indústria de armas mundial.
O avanço acompanha o aumento das tensões geopolíticas. Nesta terça-feira, 7, líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reúnem em Ancara, na Turquia. Eles discutem temas do cenário internacional, como a guerra na Ucrânia e o futuro da aliança.
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A Otan reúne 32 países, sendo 29 europeus. Os integrantes da aliança investiram mais de US$ 1,5 trilhão em defesa no ano passado, o que equivale a cerca de 55% dos gastos globais.
A Europa registrou o maior crescimento nos investimentos militares em 2025, com alta de 14% em relação ao ano anterior. A preocupação com a ameaça de Moscou impulsionou o resultado.
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Ásia e Oceania aparecem na sequência, com avanço de 8,1%. Tensões geopolíticas, os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, o fortalecimento militar da China, a proteção territorial de Taiwan e a remilitarização do Japão explicam o cenário.
Nove países expandem e modernizam arsenais nucleares: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, Israel, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Eles reúnem cerca de 12,1 mil ogivas nucleares. Desse total, 4 mil estão instaladas em mísseis e aeronaves. Entre 2,1 mil e 2,2 mil permaneciam em alerta operacional no início deste ano. Rússia e EUA detêm a maior parte das ogivas, seguidos por França e Reino Unido.
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EUA lideram exportações militares
Os Estados Unidos lideram as exportações militares mundiais, com cerca de 40% das vendas globais. A Casa Branca pressiona a Otan para que os integrantes ampliem seus gastos em defesa.
A medida visa a reduzir a dependência de Washington e aumentar a proteção europeia contra Moscou. Por isso, a aliança firmou um acordo para que os membros destinem até 5% do Produto Interno Bruto à defesa até 2035.
Por fim, o Global Firepower Index avalia o potencial militar de mais de 140 países por meio de 60 indicadores. O levantamento mostra Estados Unidos, Rússia, China, Índia, Coreia do Sul, França, Japão, Reino Unido, Turquia e Itália como as maiores potências militares.

