No ofício, o senador também afirmou que está confiante que será eleito presidente do Brasil em outubro

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma carta à Casa Branca direcionada ao Secretário de estado dos Estado Unidos, Marco Rubio, nesta terça-feira (2), pedindo que os país norte-americano não imponha mais tarifas ao Brasil. “Eu escrevo para reiterar, formalmente, o pedido que fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas sobre o Brasil”, escreveu Flávio.
O senador Flávio Bolsonaro já havia afirmado ter solicitado diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplicasse as taxas sobre as empresas brasileiras. O pedido, segundo o parlamentar, foi feito nas reuniões que contaram com a presença do vice-presidente, JD Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio. As declarações de Flávio foram dadas à rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
O movimento ocorre em meio à proposta do governo americano de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil.
De acordo com Flávio, a argumentação utilizada nos encontros focou na valorização da tecnologia e da produção nacional. O senador destacou setores como o agronegócio, o sistema de pagamentos PIX e o etanol como ativos estratégicos.
“É um pedido que eu fiz expresso a eles, porque eu disse o seguinte: a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês e vai negociar de igual para igual”, declarou.
‘Serei presidente do Brasil’
Durante a carta, o pré-candidato afirmou ainda que está confiante para ser eleito o próximo presdente do Brasil. “Como já disse, estou confiante que serei eleito presidente do Brasil em outubro”, escreveu.
Além disso, ele também agradeceu pelos EUA classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. “Estou especialmente grato pela sua decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas”, disse.
Tarifa dos EUA
O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, na segunda-feira (1º), uma investigação que classifica políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, alegando que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA.
A decisão baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que também foi citado por Flávio na carta para pedir o não tarifaço dos EUA no Brasil. O relatório final aponta irregularidades em seis áreas principais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

