EUA vão anunciar novas tarifas comerciais para cerca de 60 países

Os Estados Unidos devem anunciar novas tarifas para cerca de 60 países, incluindo o Brasil, em resposta a investigações sobre práticas de trabalho forçado, segundo o representante comercial Jamieson Greer, em entrevista à CNBC no dia 21 de novembro. As tarifas substituirão as taxas temporárias de 10% impostas anteriormente e visam combater o comércio de bens produzidos com trabalho forçado.

Os Estados Unidos devem anunciar nos próximos dias novas tarifas para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. A informação foi dada pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em entrevista à emissora norte-americana CNBC nesta terça-feira, 21.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) abriu, em março, investigações sobre práticas de trabalho forçado e deve divulgar os resultados ainda nesta semana.

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“Os Estados Unidos têm leis que proíbem o comércio de bens produzidos com trabalho forçado”, disse Greer à CNBC. “A maioria dos outros países não possui tais leis, e aqueles que as possuem não as aplicam de fato. Esperamos ver algumas ações em breve.”

Novas tarifas dos EUA

As novas tarifas substituirão as taxas temporárias de 10% impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A adoção das medidas provisórias ocorreu depois que a Suprema Corte derrubou as sobretaxas anteriores em 2025.

A Suprema Corte dos EUA derrubou parte das tarifas de Trump por considerar inconstitucional a interpretação da legislação usada pelo governo. A decisão manteve as tarifas setoriais para os segmentos automotivo, siderúrgico, de alumínio e de cobre.

Em seguida, o presidente norte-americano anunciou novas sobretaxas com base em outro dispositivo legal, que permite a aplicação das medidas por até 150 dias. Então, o USTR iniciou investigações paralelas para viabilizar a adoção permanente dessas tarifas.

Brasil pode ser alvo

No caso do Brasil, os EUA avaliam aplicar uma tarifa de 12,5% sob a acusação de compra de bens produzidos com trabalho forçado por terceiros. A proposta foi apresentada depois do novo tarifaço de 25%. Em junho, o governo brasileiro respondeu com a apresentação de leis contra o trabalho escravo, ações de fiscalização e acordos internacionais assinados pelo país.

Leia também: “Tarifaço: o que eu faço?”

Para países que possuem legislação, mas cuja fiscalização é insuficiente para Washington, como Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão, a proposta é aplicar tarifa de 10%. O Reino Unido também se enquadra nessa regra por manter uma proibição considerada parcial.

Na semana passada, os EUA anunciaram tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. Na ocasião, Greer afirmou que Washington critica Brasília por políticas que reduziram o acesso ao mercado de exportação norte-americano.

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