EUA realizam nova rodada de ataques contra alvos militares do Irã

Na noite de 14 de julho de 2026, os Estados Unidos realizaram uma nova ofensiva contra o Irã, atingindo alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz, com a operação iniciando às 22h (horário da costa leste dos EUA). Os ataques ocorreram após a retomada do bloqueio naval na região, às 16h, e foram realizados por caças, drones e embarcações da Marinha dos EUA, visando reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial.

Os Estados Unidos realizaram na noite desta terça-feira, 14, uma nova rodada de ataques contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a ofensiva atingiu dezenas de alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz e à costa iraniana. A operação começou às 22h (horário da costa leste dos EUA).

Os ataques ocorreram no mesmo dia em que os EUA retomaram o bloqueio naval na região, às 16h. Mais de 20 navios da Marinha norte-americana e centenas de aeronaves militares atuam no Oriente Médio.

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Em comunicado, o Centcom afirmou: “Caças, drones e embarcações da Marinha dos Estados Unidos lançaram munições de precisão contra bases iranianas de mísseis e drones, capacidades navais e sistemas de defesa costeira durante uma ofensiva de sete horas para reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial e tripulações civis.”

O comando também informou que as forças norte-americanas permanecem “vigilantes, letais e preparadas para executar as operações determinadas pelo comandante em chefe”.

Trump diz que EUA vão intensificar ataques contra Irã

Esta foi a quarta noite consecutiva de ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Na segunda-feira 13, forças norte-americanas atingiram alvos militares em diferentes regiões do país, incluindo Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas.

“Vamos atingi-los com muita força nesta noite, amanhã à noite e na noite seguinte”, afirmou o presidente Donald Trump à emissora Fox News. “Na próxima semana, a situação ficará muito pior para eles. Na próxima semana virão as usinas de energia e as pontes.”

O bloqueio naval anterior encerrou-se em 18 de junho. Na segunda-feira, Trump anunciou um “pedágio” de 20% de toda a carga transportada pelo Estreito de Ormuz. No dia seguinte, porém, ele informou que havia “decidido substituir” essa medida por “acordos comerciais e de investimento que os países do Golfo firmarão com os Estados Unidos”.

Leia também: “Trump desiste de taxa sobre cargas em Ormuz e troca cobrança por acordos comerciais”

Também na terça-feira, a Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã. O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que os novos ataques representam “um enorme retrocesso para os civis da região e de outras partes do mundo” e defendeu o retorno ao cessar-fogo.

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