Depois de mais de um mês de manifestações e bloqueios nas estradas da Bolívia, na sexta-feira 5, autoridades internacionais se manifestaram em apoio ao presidente boliviano Rodrigo Paz. O movimento, que ganhou força no país, pede a saída do chefe do Executivo, eleito em outubro de 2025.
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um documento oficial em que reconhece o governo de Paz e destaca o compromisso com a democracia boliviana. O texto recebeu a assinatura de países do chamado Escudo das Américas, incluindo Argentina, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago e da própria Bolívia.
Resposta oficial e contexto dos protestos na Bolívia


Em resposta, o Ministério de Relações Exteriores da Bolívia agradeceu publicamente o respaldo internacional. A chancelaria afirmou, na rede social X, que “reafirma o valor inegociável da democracia e da estabilidade institucional em nossa região”.
No país, a sexta-feira 5 marcou o 36º dia consecutivo de protestos contra Paz. Os manifestantes, insatisfeitos com a crise econômica, organizaram mais de 80 bloqueios em rodovias e vários líderes do movimento foram presos. A população responsabiliza o governo pela pior recessão em décadas.
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O descontentamento se intensificou depois do fim dos subsídios aos combustíveis, medida que gerou alta nos preços da gasolina e contribuiu para a inflação e o desabastecimento. Longas filas para produtos essenciais e pressão por reajustes salariais imediatos agravaram a situação social.
Outra fonte de tensão foi a reforma agrária, que alterou a classificação de pequenas propriedades rurais, de modo a mobilizar comunidades camponesas e indígenas. Sindicatos, mineiros, professores e produtores rurais aderiram aos protestos, obstruíram as principais estradas e exigiram respostas do governo.

