EUA aumentam pressão sobre Cuba

Os Estados Unidos ampliaram, nesta quinta-feira, 4, a pressão contra o regime de Cuba. Duas determinações, uma do Departamento de Tesouro, outra do Departamento de Estado, foram anunciadas, para sufocar o governo atualmente comandado por Miguel Díaz-Canel. Atual presidente, Canel está entre os sancionados pelo Departamento de Tesouro. Os outros são a mulher dele. Lis Cuesta Peraza, o filho dela, Manuel Anido Cuesta, e Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro. Também foi sancionado Raúl Alejandro Castro Calis, filho de Castro Espín.

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Os cinco foram incluídos na lista, anunciada nesta quinta-feira, dentro da medida relativa a Nacionais Especialmente Designados (SDN, na sigla em inglês). A determinação implica o bloqueio de qualquer propriedade ou interesse sob jurisdição dos EUA. Também proíbe cidadãos, empresas e bancos norte-americanos de realizar transações com eles. A base desta decisão está na Ordem Executiva 14404, assinada por Donald Trump em 1º de maio. Foi ampliado, com a ordem, o escopo das sanções contra pessoas e entidades ligadas à repressão em Cuba ou tidas como uma ameaça à segurança nacional e à política externa dos EUA.

EUA e a lista de entidades de Cuba sancionadas

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também nesta quinta-feira, incluiu nesta ordem executiva designações que contêm nova leva de entidades sancionadas, por, segundo Rubio, manterem algum tipo de relação com o regime cubano. São eles: Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (MINFAR); Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP); Amistur Cuba S.A.; Comitês de Defesa da Revolução (CDR) e Minera La Victoria S.A.

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“Qualquer pessoa ou entidade que forneça serviços a esses atores sancionados corre o risco de também ser alvo de sanções”, declarou Rubio, nas redes sociais. “Bancos estrangeiros e outras empresas que prestem serviços a essas entidades devem interromper e congelar essas atividades.”

Os novos sancionados estão dentro da política de Trump de pressionar o regime, considerado uma ditadura comunista repressora. Rubio acrescentou: “O governo Trump não tolerará mais regimes marxistas radicais em nosso hemisfério que busquem ameaçar a segurança nacional dos Estados Unidos e conduzir operações de influência para exportar sua ‘revolução’ venenosa e maléfica para o nosso país e para o restante do mundo.”

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