O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se encontraram nesta quarta-feira (20) durante a posse do ex-deputado federal petista, Odair Cunha, como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Este é o segundo encontro público dos dois após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, eles participaram da posse do ministro Nunes Marques no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Aparentemente, a relação entre Lula e Alcolumbre segue estremecida. Os dois estavam entre as autoridades que ocuparam a mesa de honra, separados apenas pelo presidente do Tribunal, Vital do Rêgo, contudo, não interagiram.
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Ao final do evento, o mandatário posou para fotos ao lado de Cunha e de Vital do Rêgo. Alcolumbre se aproxima e recua para esperar o registro. Depois, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado se juntam ao grupo para uma nova foto.
Após o registro, Lula começa a sair do plenário, mas volta para abraçar Motta, que estava próximo a Alcolumbre. A transmissão ao vivo do TCU não mostra Lula cumprimentando o senador. Durante a posse de Nunes Marques, os dois se ignoraram, mesmo estando lado a lado.
Além da derrota histórica com Messias, Alcolumbre também bancou a derrubada do veto de Lula ao projeto de lei da dosimetria. O presidente do senado promulgou a nova lei sem a assinatura do petista.
O ministro Alexandre de Moraes suspendeu os efeitos da norma até que a Corte analise as ações que questionam sua aplicação.
Nesta terça (19), a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a inconstitucionalidade da Lei da Dosimetria. O parecer foi assinado pelo advogado-geral da união substituto, Flavio José Roman, que assumiu o comando do órgão durante as férias de Messias.
Novo ministro do TCU
O ex-deputado Odair Cunha foi escolhido para a vaga da Câmara no TCU com o apoio de Motta e de uma coalizão formada por MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos.
Em seu discurso de posse, o novo ministro firmou três compromissos: defender o patrimônio público, contribuir para aproximar o Tribunal dos cidadãos e “respeitar permanentemente a Constituição da República como limite, fundamento e direção de toda atuação pública”.

