Controle da Câmara e do Senado em 2027 é prioridade do Centrão

A eleição para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, marcada para fevereiro de 2027, tornou-se uma das principais disputas de poder da política nacional. Para chegar à próxima legislatura com bancadas capazes de influenciar a escolha dos comandos das duas Casas, partidos do Centrão optaram por permanecer neutros na corrida presidencial de 2026 e concentrar esforços na ampliação de sua representação no Congresso.

A estratégia também permite aos partidos formar palanques distintos nos estados, preservando alianças regionais e ampliando as chances de eleger deputados federais e senadores. Nos bastidores, a avaliação é de que o fortalecimento das bancadas será decisivo para manter a influência do bloco no comando do Congresso a partir de 2027.

A eleição para as Mesas Diretoras nas duas casas ocorre no início da legislatura, em fevereiro de 2027. Saem com mais força os candidatos de partidos com grandes bancadas eleitas e que têm influência não apenas sobre seus próprios colegas de partido, mas que conseguem também formar alianças com outras legendas de porte, de modo a dividir com seus deputados os cargos do comando (secretarias da Mesa Diretora) e também as comissões temáticas da Câmara e do Senado.

A avaliação de especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo é de que, com o fortalecimento institucional do Legislativo nos últimos anos, especialmente pelo aumento da influência sobre o Orçamento, a prioridade de partidos do Centrão deixou de ser apenas participar da chapa presidencial vencedora. O objetivo agora é formar uma bancada robusta capaz de influenciar qualquer governo eleito.