Continuam contra: Vereadores da oposição falam sobre a concessão da Cagece; Entenda mais

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O assunto CAGECE é um dos mais comentados nos últimos tempos pelo povo e Vereadores de Milagres.

Relembre

Na tarde de quinta-feira (10/04), ao vereadores de reuniram em caráter extraordinário no Plenário Chico Abraão da Câmara de Vereadores de Milagres, para votar o Projeto de Lei nº 030/2014/, de 07/04/2014, que autorizava a realização de convênios de cooperação com o Estado do Ceará e com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (ARCE) e a celebração de contrato de programa com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE) e dava outras providências.

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Gerente CAGECE na Câmara de Vereadores Milagres l Foto Wendell Fernandes | Agência OKariri

O projeto foi retirado de pauta pelo Prefeito Municipal, provavelmente por sentir que não seria aprovado. Para que a matéria fosse aprovada, seria necessário o voto de 2/3 dos vereadores (no mínimo oito votos), e os Vereadores de oposição declararam em ampla discussão que votariam contra.

Espaço aberto

Atualmente, o abastecimento de água nos Bairros Francisca do Socorro e Padre Cícero e no Distrito do Rosário, são de responsabilidade da Prefeitura municipal de Milagres.

O assunto vem gerando muitos comentários, e  foi debatido pelos vereadores Giancles Filgueira, Ivan Rodrigues, Ozório Dantas e Jorge de Dona Iraci no programa ‘Espaço Aberto’ da Rádio Som da Terra FM, que foi ao ar no último sábado (3).

O debate

O vereador Giancles Filgueira citou o valor a ser arrecadado pela Cagece em caso de aprovação da matéria. “Se o projeto for aprovado, a Cagece vai explorar a concessão nas comunidades de Bairro Padre Cícero, Distrito do Rosário e Bairro Francisca do Socorro que hoje é da Prefeitura. Ou seja, vai cobrar a taxa de água. Com essa concessão, a Cagece vai ter mais de 7 mil usuários, vai quase triplicar o número de residências as quais terão que pagar a taxa de água e com isso a Cagece vai arrecadar, nos próximos 30 anos, aproximadamente R$ 80 milhões sem contar a taxa de esgoto”, ponderou.

Segundo o parlamentar, a Cagece arrecada em Milagres para investir em outros municípios. “A Cagece tem interesse de arrecadar em outros municípios para investir onde não tem água. Em Tauá, por exemplo, não há água para a população e lá o município não dá lucro a Cagece, ao contrário de Milagres, onde nos últimos 30 anos a Cagece arrecadou cerca de R$ 20 milhões e só investiu em torno de R$ 3 milhões”, observou.

Giancles Filgueira se mostrou favorável a criação de uma entidade no município para gerenciar os recursos. “Sou a favor que seja criado no município uma entidade para cuidar do recurso pago pelos usuários para usufruir da água e que o dinheiro não vá beneficiar outras cidades”, finalizou.

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Já o vereador Ivan Rodrigues citou o víeis político lembrando declaração do Prefeito Municipal, Hellosman Sampaio sobre o tema. “Eu sou contrário ao projeto por que irá aumentar mais uma taxa de água e esgoto. E o Prefeito não é esquecido não, ele é mais ou menos de minha idade, ele disse que enquanto fosse Prefeito de Milagres ninguém carregava mais a lata d’água na cabeça. Enquanto ele fosse prefeito ninguém pagava pela água”, relembrou.

∇ – Clique para ouvir o procedimento do IVAN  RODRIGUES | Áudio Rádio Som da Terra FM

Ozório Dantas voltou a citar que o projeto nada mais é do que um cheque em branco. “Jamais aprovaremos qualquer projeto que venha prejudicar a população de Milagres, principalmente a população carente. O povo não se esqueceu da taxa de iluminação pública que os vereadores aprovaram na época e, que, quando começou a ser cobrada foi com o percentual lá em cima, sacrificando a população. Esse projeto da água não fala quanto vai cobrar, não fala em R$ 24 milhões, não fala em poço profundo. É como se fosse um cheque em branco. Você depois de autorizar essa concessão eles vão fazer do que jeito que eles quiser”, assegurou.

∇ – Clique para ouvir o procedimento do OZÓRIO DANTAS | Áudio Rádio Som da Terra FM

Por fim, o vereador Jorge de Dona Iraci disse precisar de maiores detalhes sobre o projeto. “Eu não tenho dado, não tenho documento em mãos. O que eu tenho é a cópia do contrato. Nós íamos votar contra e vamos votar contra porque acho um absurdo o pessoal da periferia, do Bairro Padre Cícero e Rosário. O pessoal do prefeito me procurou e eu falei que não podia votar num projeto desse, porque não tenho projeto em mãos. Já que se for aprovamos, vai se pagar a tarifa de água e a tarifa de esgoto”, afirmou.

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