Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, no último sábado (17/6), que não está esperançoso sobre o julgamento da próxima quinta-feira (22/6) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que irá decidir sobre a possível inelegibilidade dele por oito anos por abuso de poder político e dos meios de comunicação.
Durante a reunião com embaixadores no Palácio do Alvorada, realizada em julho de 2022, semanas antes da eleição para presidente, Bolsonaro afirmou, sem apresentar provas, que as urnas eletrônicas não eram confiáveis, atacou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes, Luís Barroso e Edson Fachin.
Para justificar sua fala sobre o sistema eleitoral brasileiro, o então presidente mostrou imagens de suas motociatas. Ele também falou sobre um inquérito de 2018 aberto pela Polícia Federal sobre um ataque hacker ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O encontro foi alvo de denúncia do PDT que acusou o então candidato à reeleição de propagar mentiras sobre o funcionamento das urnas. Na época, o TSE, apresentou divulgou notas em que afirma que o ataque não representou risco à integridade das eleições, que o código-fonte passou, posteriormente ao ataque, a diversos testes, e que, pelas urnas não serem conectadas à internet, elas não podem ser acessadas ou invadidas.
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