Um vídeo em que a vice-prefeita de Milagres, Elisangela Crisóstomo, aparece realizando um ato político tem gerado grande repercussão nas redes sociais. Elisangela, ex-primeira dama, atualmente ocupa os cargos de vice-prefeita e Secretária Municipal de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos.
Nas imagens, ela aparece com uma foice, chamando a atenção do prefeito do município, Anderson Eugênio, conhecido como “Derson”. No vídeo, Elisangela afirma estar na casa de sua mãe e que foi ao local para derrubar uma bandeira. Em seguida, ela começa a cortar a madeira com a foice, pedindo ajuda a um homem que ela chama de “compadre”. Este homem pega a ferramenta e conclui a ação de derrubar a bandeira.
A repercussão do episódio foi rápida, especialmente entre a oposição de Milagres, que emitiu nota de repúdio condenando a atitude. Alguns veículos de comunicação chegaram a classificar a ação como uma “guerra ao PT”, além de comentários de que Elisangela teria desrespeitado o candidato derrotado na última eleição municipal, Abraão Sampaio, que concorria pelo Partido da Solidariedade, legenda nº 77.
Mas será que há motivos para tanta repercussão negativa? Vamos analisar o caso e deixar o julgamento para nossos leitores.
Primeiramente, é importante esclarecer que a bandeira derrubada é do PT, e não do Solidariedade. Essa informação foi confirmada pelo próprio homem que aparece no vídeo, ao se referir ao “vermelho”, cor associada ao Partido dos Trabalhadores.
Quanto à questão do respeito, o portal OKariri entrou em contato com Elisangela, que não concedeu entrevista, mas afirmou que a ação não teve intenção de desrespeito. Já o prefeito Derson, em postagem nas redes sociais, classificou as críticas da oposição como “ato de desespero”.
Para uma reflexão mais aprofundada, deixamos alguns questionamentos aos nossos leitores:
Sabendo que alguns familiares de Elisangela são opositores políticos, ela estaria comemorando uma adesão ou apoiando uma ação de manifestação política?
Se derrubar uma bandeira é considerado desrespeito, a retirada de um cartaz ou de outro material político de uma residência, especialmente durante campanhas eleitorais, também não configuraria uma afronta?
Líderes ou correligionários tanto da situação quanto da oposição já não realizaram ações semelhantes em algum momento?
Por fim, as críticas da oposição representam hipocrisia ou têm fundamentos legítimos?
Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate!
Veja mais vídeos como esse no canal: @PortalOKaririOficial

