O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou sua candidatura à Presidência da República pelo partido Novo durante convenção em Brasília na manhã de 27 de novembro de 2023. Ele criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionando escândalos de corrupção e afirmando que o país está em uma “República de bananas”. Zema também atacou o Supremo Tribunal Federal (STF), sugerindo impeachment de alguns ministros e propondo novas regras para a indicação de magistrados.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema confirmou sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Novo na manhã desta segunda-feira, 27. O anúncio ocorreu durante a convenção da sigla em Brasília.
Apesar da confirmação da candidatura, Zema ainda não anunciou o vice para a sua chapa eleitoral. Ao discursar para os presentes no evento, o ex-governador disse ter maior “capacitação do que os demais candidatos”.
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Zema criticou a atual gestão do petista Luiz Inácio Lula da Silva, ao afirmar que o país afundou economicamente. Nesse sentido, o candidato citou os recentes escândalos de corrupção do país, como o do Banco Master e do INSS.
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Zema tece críticas ao STF
Ainda durante seu discurso, Zema fez diversas críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu a ideia de que devem ser abertos processos de impeachment contra alguns magistrados para “tirar essas frutas podres que estão lá”. Posteriormente, ele citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
“O STF no passado já atuou como poder moderador, crises que surgiam eram resolvidas”, declarou o agora candidato a presidente do Brasil pelo Novo. “E quem era bombeiro no passado, nos últimos 10, 20 anos se tornou um incendiário. É uma triste realidade.”
Na sequência, o candidato destacou que buscaria impôr novas regras para a indicação de um ministro do Supremo. Sendo:
- “Idade mínima de 60 anos. Ir para o STF é o coroamento de uma longa carreira no setor jurídico ou acadêmico e limita a atuação de 15 anos de ministro indicado”;
- “Segundo, como governador de Minas, indiquei 14 desembargadores e recebi lista tríplice. O presidente também deveria receber uma lista tríplice”;
- “Também vou acabar com as decisões monocráticas, sobretudo àquelas que dizem respeito às decisões tomadas pelo Poder Legislativo. Se for para ter alguma decisão sobre isso, que seja de um plenário”.
Ao destacar esses pontos, Zema criticou mais uma vez Lula pelas recentes indicações ao STF.
“Quem o presidente nomeou?”, prosseguiu o político do Novo. “O advogado dele, o advogado do partido, o ministro dele. Desse jeito a coisa não funciona. (…) Dá para melhorar e muito essa governança.”
Antes de ser indicado por Lula ao STF, Cristiano Zanin atuou como advogado pessoal de Lula, sendo, inclusive, responsável pela defesa do petista no processo da Operação Lava Jato. Flávio Dino, por sua vez, serviu como ministro da Justiça e Segurança Pública no começo do atual governo federal.
Ao ser indagado sobre seu posicionamento em relação à manifestação do 8 de janeiro de 2023, o ex-governador de Minas Gerais defendeu os manifestantes presos. Ele afirmou, por fim, que o que ocorreu na STF foi “julgamento político”.

