O senador Carlos Viana (PSD-MG) publicou um vídeo relembrando um pedido feito em maio ao então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para assinar o requerimento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. No entanto, Wagner deixou a liderança do governo depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal or envolvimento com o banco.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) publicou nesta quinta-feira, 25, um vídeo que mostra o momento de maio, quando pediu ao então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que assinasse o requerimento para criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master.
“Ainda no mês de maio, cobrei o então líder do governo”, escreveu Viana na publicação. As imagens mostram quando o senador mineiro aborda Wagner e solicita apoio para a abertura da investigação.
Receba nossas atualizações
Ao final do vídeo, Viana relaciona o episódio à saída do petista da liderança do governo no Senado, anunciada depois da operação da Polícia Federal (PF) que teve o petista como alvo.
+ Entenda o que é Política em Oeste
“O meu pedido para a CPMI do Banco Master segue no Congresso Nacional“, escreveu o político do PSD. “O líder do governo foi alvo de operações que deixaram claro seu envolvimento com o Banco Master. Hoje a população entende o motivo de fazerem de tudo para matar as investigações.”
Jaques Wagner deixou liderança do governo depois de escândalo
Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado na última quarta-feira, 24. A decisão foi tomada depois de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio às repercussões da operação da PF. Em nota nas redes sociais, o senador afirmou que a decisão ocorreu em “comum acordo” com o chefe do Planalto e classificou o encontro como uma “conversa entre amigos”.
“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, declarou Wagner.
A investigação da PF apura indícios de benefícios econômicos recebidos por Wagner, de forma direta ou indireta, relacionados ao Master. O petista, porém, nega as acusações e afirma que vai colaborar com as investigações.
Leia também “O PT afunda no pântano do Master”, reportagem de Cristyan Costa e Sarah Peres publicada na Edição 328 da Revista Oeste

