O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco negou o pedido de liminar do ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), para remover um vídeo do Movimento Brasil Livre (MBL) que sugeria que ele estava embriagado em um evento público. O desembargador José Ronemberg Travassos da Silva considerou que a publicação faz parte do debate democrático e da liberdade de expressão, não identificando elementos que justificassem a exclusão.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco negou o pedido de liminar feito pela defesa do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) para remover uma publicação do Movimento Brasil Livre (MBL). O grupo publicou um vídeo nas redes sociais com imagens do político em uma agenda pública.
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Na edição do material, os integrantes do movimento sugeriram que o chefe do Executivo municipal aparentava embriaguez durante um evento. O desembargador José Ronemberg Travassos da Silva, responsável pelo caso, não identificou elementos suficientes para determinar a exclusão imediata do conteúdo da internet.
@renanhallaispe , João Campos tá bêbado? #pernambuco #explore #mbl #serratalhada ♬ som original – Renanhallaispe
Os argumentos jurídicos e a liberdade de expressão
A postagem do MBL questionava se o pré-candidato estava embriagado durante um evento público. “Oxe, João Campos tá bêbado?”, dizia a legenda. O magistrado avaliou as imagens e rejeitou a censura prévia do material. Ele considerou os comentários como parte do debate democrático e da liberdade de expressão.
O desembargador ressaltou que figuras públicas recebem críticas e sátiras constantemente. O juiz afirmou que as falas representam interpretações subjetivas e irônicas das imagens exibidas. Ronemberg não identificou afirmações categóricas de fatos sabidamente falsos nesta fase do processo. O tribunal evitou substituir o debate público pela tutela judicial da sensibilidade política.
Justiça Eleitoral não encontra provas de manipulação artificial
Os representantes do PSB alegaram também o uso irregular de inteligência artificial. A denúncia acusou o MBL de criar uma falsificação profunda na capa do vídeo. O desembargador, contudo, não encontrou a suposta imagem forjada nos links fornecidos pelo partido. O material disponível aparenta utilizar recortes convencionais de um registro preexistente do ex-prefeito.
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O magistrado frisou que a estética sensacionalista não converte o conteúdo em material sintético ilegal. A Justiça Eleitoral exige provas concretas de manipulação tecnológica para determinar remoções urgentes. O desembargador rejeitou o pedido para banir a veiculação de conteúdos semelhantes no futuro. Uma proibição prévia genérica criaria censura incompatível com a atual legislação nacional.
O PSB exigia também a aplicação de multas e o fornecimento imediato de dados cadastrais. A corporação negou o acesso precipitado aos registros sigilosos das redes sociais. A decisão manteve as postagens nas plataformas Instagram e X. Os perfis de Gabriel Asafe e Renan Hallais continuam com o material no ar. O processo seguirá o rito normal para garantir o direito de defesa dos envolvidos. Os responsáveis pelas páginas responderão aos questionamentos antes de um julgamento definitivo do caso.
O cenário eleitoral em Pernambuco
Dados da pesquisa Folha/Ipespe desenham uma disputa polarizada no Estado. Raquel Lyra lidera numericamente, com 44% contra os 42% de João Campos na modalidade estimulada. A margem de erro do levantamento é de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. Os dois principais concorrentes encontram-se em situação de igualdade estatística na primeira etapa da votação.
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Os demais postulantes ao cargo aparecem distantes da liderança no levantamento de intenção de voto. Brancos e nulos somam 9% dos entrevistados pela pesquisa local. Outros 5% não souberam ou não responderam aos questionamentos dos pesquisadores. A permanência de conteúdos críticos na internet influencia as estratégias de comunicação de ambas as candidaturas majoritárias.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06997/2026 e PE-07168/2026.

