O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta segunda-feira, 15, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será lembrado pela “perda de oportunidade” e que “não vai deixar saudade”. A declaração ocorreu durante evento da revista Veja, em São Paulo, em meio a um debate sobre privatizações e gestão pública.
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Segundo Tarcísio, o Brasil deixou de aproveitar oportunidades para impulsionar seu desenvolvimento e precisa abandonar o discurso sobre o “país do futuro” para começar a construir esse futuro. O governador citou o potencial energético nacional como um dos setores que poderiam ser mais explorados para ampliar o crescimento econômico.
Foco de Tarcísio em São Paulo e projetos estaduais


Ao ser indagado sobre sua ausência na disputa presidencial de 2026, Tarcísio afirmou que a decisão foi “consciente”. O político reforçou seu foco em projetos estaduais de longo prazo.
“Meu compromisso é com o Estado e com um projeto de longo prazo”, disse, ao ressaltar a meta de antecipar a universalização do saneamento em São Paulo. “Quero ver a universalização acontecendo três anos antes do prazo do marco do saneamento.”
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O chefe do Executivo paulista também defendeu a ampliação das privatizações no Estado e criticou o que considera ser excesso de ideologia nos debates. Ele afirmou que decisões como a desestatização de serviços públicos seguem metas objetivas, e não disputas partidárias. “Tem muita ideologia sobre esse tema”, tratou Tarcísio. “Não dá para misturar aritmética com ideologia.”
A privatização da Sabesp e o novo modelo de pedágios free flow têm sido pontos centrais de confronto político em São Paulo. A oposição, liderada pelo ex-ministro Fernando Haddad, prepara campanha com foco nessas questões, conforme aliados relataram ao jornal O Estado de S. Paulo. Relatórios internos do governo paulista sugerem que a venda da Sabesp é um dos principais focos de desgaste, enquanto o novo sistema de pedágios também encontra resistência entre deputados da base aliada.

