O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou nesta terça-feira, 12, ter cometido irregularidades em um voo particular realizado em 2025 que passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF). Segundo as investigações, o voo teria transportado bagagens sem a devida fiscalização aduaneira. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) também estava na aeronave.
Em declaração pública, Motta afirmou que sempre cumpre as regras em viagens nacionais e internacionais. Disse ainda que imagens mostram as bagagens, dele e da mulher, passando normalmente pelo sistema de raio-x. “O vídeo mostra claramente que todas as bagagens foram fiscalizadas”.
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Motta e o caso Master
A apuração da PF ocorre no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e favorecimento político envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A investigação ganhou novos desdobramentos depois de operações realizadas nas últimas semanas contra aliados políticos e empresários ligados ao caso.
Ciro Nogueira também negou qualquer irregularidade e classificou as acusações como um “roteiro absurdo de ficção”. O senador afirmou estar sendo alvo de perseguição política depois de ter sido atingido por mandados de busca e apreensão na mais recente fase da operação.
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A Polícia Federal apura se houve facilitação indevida no transporte de bagagens e eventual tratamento diferenciado durante procedimentos de fiscalização aeroportuária. Até o momento, não houve denúncia formal apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os parlamentares investigados.
Nos bastidores de Brasília, o caso elevou a tensão política entre governo e oposição, sobretudo porque a investigação envolve figuras influentes do Congresso Nacional e desdobramentos do escândalo financeiro relacionado ao Banco Master. Parlamentares da oposição afirmam que aguardam acesso integral aos autos antes de se posicionarem sobre possíveis consequências políticas do caso.
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