‘Lula faz mais mal ao país do que uma guerra’

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom das críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao defender uma mudança de rumo político nas eleições de 2026. O senador deu a declaração durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) desta segunda-feira, 22.

“O governo Lula faz mais mal ao país do que uma guerra entre Rússia e Ucrânia”, analisou Flávio, que chegou a afirmar que a única certeza que tem “é que Lula não será mais presidente da República”. “Vamos vencer a eleição.”

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao comparar o governo Lula com o de Jair Bolsonaro, Flávio disse que a gestão conservadora conseguiu manter a responsabilidade fiscal, mesmo reduzindo impostos e sem ampliar a arrecadação durante a pandemia, à crise hídrica e a deflagração da guerra na Ucrânia.

“O governo do presidente Bolsonaro perseguia de forma incessante a redução da carga tributária”, ressaltou. Nesse sentido, o senador afirmou que a atual gestão federal tem provocado mais prejuízos ao país.

Ambiente hostil

Flávio também relatou conversas recentes com empresários e investidores nos Estados Unidos. De acordo com o pré-candidato do PL à Presidência, a principal preocupação manifestada por representantes do mercado internacional é a falta de segurança jurídica no Brasil.

“Hoje existe um ambiente hostil de negócios no Brasil”, afirmou o parlamentar. “Todos, sem exceção, falaram sobre insegurança jurídica.”

O senador argumentou que decisões judiciais têm gerado instabilidade econômica e afastado investimentos que poderiam contribuir para o crescimento do país.

Atuação do STF

Sessão plenária do STF - 10/06/2026Sessão plenária do STF - 10/06/2026
Sessão plenária do STF – 10/06/2026 | Foto: Antonio Augusto/STF

Uma parte do discurso de Flávio também foi dedicada a críticas ao STF. Ele citou decisões envolvendo questões tributárias, econômicas e eleitorais para sustentar que a Corte estaria ultrapassando suas atribuições constitucionais.

“É inaceitável que continuemos sendo submetidos à canetada de um ministro do Supremo que pode desfazer uma decisão do Congresso Nacional”, declarou.

Como exemplo, o parlamentar mencionou o embate envolvendo o aumento do IOF e afirmou que decisões aprovadas pela maioria dos deputados e senadores não podem ser revertidas por decisões individuais de ministros.

“O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional”, disse. “Há ministros querendo interferir no processo eleitoral e escolher quem pode ser candidato e quem não pode.”

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Ao citar a eleição suplementar realizada em Roraima neste fim de semana, o senador voltou a criticar uma decisão do ministro Flávio Dino relacionada às regras de desincompatibilização dos candidatos.

Prejuízo das estatais

Correios demissões voluntáriasCorreios demissões voluntárias
Correios estão em processo de reestruturação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No encerramento do discurso, o senador voltou a criticar a gestão das empresas públicas federais e afirmou que estatais voltaram a registrar prejuízos bilionários.

“As estatais voltaram a dar prejuízos históricos”, destacou Flávio. “São recursos que vão ter que sair de algum lugar do orçamento para compensar essa má gestão. Mais uma vez vemos problemas em fundos de pensão e em estatais. Tudo isso não acontecia no governo do presidente Bolsonaro.”

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