Justiça eleva para R$ 120 mil indenização que Malafaia vai ter de pagar a Rui Costa

A Justiça da Bahia decidiu ampliar para R$ 120 mil a indenização que o pastor Silas Malafaia vai ter de pagar a Rui Costa, ex-governador do Estado, depois de posts supostamente ofensivos que o religioso fez durante a pandemia de covid-19, em 2020.

Malafaia declarou que pretende recorrer. “Ainda tem apelação, não acabou”, disse.

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O valor inicial, de R$ 30 mil, havia sido definido em primeira instância. Desembargadores, contudo, subiram a quantia.

O processo teve origem em um vídeo divulgado por Malafaia, no qual acusa Costa de “querer matar” pessoas, por demitir uma médica do Hospital Regional de Porto Seguro, além de chamá-lo de “cretino”.

Os magistrados destacaram, em decisão publicada em 7 de maio, que a “gravidade” das palavras justificam a elevação da indenização.

Declarações de Malafaia e reação judicial

O ministro da Casa Civil, Rui Costa: discurso de quem teria poder pressionar os Estados Unidos | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência BrasilO ministro da Casa Civil, Rui Costa: discurso de quem teria poder pressionar os Estados Unidos | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Rui Costa foi ministro da Casa Civil no governo de Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

No conteúdo compartilhado, Malafaia utilizou termos como “cretino” e “esquerdopata”, além de ter afirmado que Costa “não está nem aí para a vida dos baianos”.

De acordo com os magistrados, tais declarações extrapolaram a crítica política e avançaram para a desqualificação moral.

Entendimento dos magistrados

A relatora, Maria do Rosário Passos da Silva Calixto, ressaltou que, por sua grande influência nacional e milhões de seguidores, Malafaia deveria ter rigor redobrado com as informações divulgadas. “Tais expressões ultrapassam qualquer margem de crítica institucional e ingressam no campo da desqualificação moral absoluta, insinuando comportamento desumano e deliberadamente lesivo à população”, afirmou a magistrada.

Leia também: “O fator centrão no caso Master”, reportagem de Sarah Peres publicada na Edição 323 da Revista Oeste

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