Investigação da PF revela repasses milionários do Banco Master a consultoria

O Jornal da Oeste Primeira Edição desta segunda-feira, 20, destacou novos dados da Polícia Federal sobre o Banco Master, incluindo o repasse de quase R$ 58 milhões à Copenhagen Assessoria e Consultoria. A empresa foi criada com capital social de R$ 40 e é controlada pelo Estônia Fundo de Investimento Multiestratégia, também investigado pela Polícia Federal.

O Jornal da Oeste Primeira Edição destacou, nesta segunda-feira, 20, novos dados da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master. Durante o programa, o cientista político Marcelo Suano e a comentarista Guta Pini analisaram o repasse de quase R$ 58 milhões feito pela instituição financeira à Copenhagen Assessoria e Consultoria Sociedade Anônima.

Criada em novembro de 2024 com capital social de R$ 40, a Copenhagen Assessoria e Consultoria Sociedade Anônima está entre as empresas que mais receberam recursos do Banco Master por serviços prestados.

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A companhia é controlada pelo Estônia Fundo de Investimento Multiestratégia, que também é investigado pela PF por supostas ligações com o Master e com o banqueiro Daniel Vorcaro.

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Durante o programa, Suano afirmou que as investigações do Master precisam permanecer no centro do debate público. Segundo o cientista político, as discussões em torno das decisões do ministro Alexandre de Moraes envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro acabam desviando a atenção do caso.

Nas últimas semanas, a decisão de Moraes de suspender por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai ganhou destaque nas manchetes nacionais e internacionais.

Banco Master versus INSS

Guta Pini afirmou que os valores do escândalo do Master chamam atenção e questionou a utilização de empresas de consultoria dentro da estrutura investigada. “Isso cheira a lavagem de dinheiro”, disse. “Você fica transferindo o capital para empresas de consultoria, que é uma coisa tão subjetiva, tão aberta.”

A comentarista comparou o caso do Master com as investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo Guta, nos dois casos haveria uma estrutura formada por pessoas jurídicas para justificar repasses financeiros. “Você não deixa o dinheiro parado ali, você vai encontrando um ecossistema de pessoas jurídicas para justificar”, afirmou.

Guta também mencionou outra consultoria que recebeu valores milionários e citou que empresas relacionadas ao caso utilizaram serviços de escritórios de advocacia ligados a figuras públicas.

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