Integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública têm reforçado o discurso de que é preciso ampliar a cooperação jurídica internacional em meio à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como terroristas.
Segundo apurou a CNN, o ministro Wellington César Lima e Silva chegou a convocar seu secretariado para cobrar que se mantenha um esforço concentrado nas ações que miram a desarticulação das facções criminosas que atuam no país.
O objetivo é manter o discurso engajado e não dar margem para que a população avalie que, apesar do tom crítico em relação à decisão dos EUA, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mantém firme no combate ao PCC e ao CV.
Na semana passada, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, disse à CNN que a nova designação do PCC e do CV não deve impactar a troca de informações entre a PF e o FBI.
Entenda
Os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas e “Terroristas Globais Especialmente Designados”, alegando que as facções atuam em atividades criminosas transnacionais.
A medida permite ao governo americano ampliar sanções financeiras, bloquear ativos sob sua jurisdição e restringir qualquer apoio material aos grupos.
O governo brasileiro, por outro lado, sustenta que as organizações não se enquadram na definição de terrorismo prevista na legislação nacional, por terem motivação predominantemente econômica, ligada ao crime organizado.

