A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reconheceu problemas na rede pública de saúde e a falta de médicos, depois de denúncias de negligência em hospitais, incluindo mortes de pacientes durante partos. Em declarações feitas nesta quarta-feira, 15, Celina afirmou que o governo pretende reforçar o atendimento e revisar protocolos, especialmente no pré-natal, e que investigações estão em andamento. Ela também mencionou a dificuldade em preencher vagas de médicos, com apenas 34 dos 114 convocados assumindo cargos.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reconheceu nesta quarta-feira, 15, problemas na rede pública de saúde e admitiu a falta de médicos no sistema. A declaração ocorreu em meio à repercussão de três denúncias de suposta negligência em hospitais da capital federal.
Segundo Celina, o governo pretende reforçar o atendimento e revisar protocolos, especialmente na assistência pré-natal.
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“A gente não vai tolerar esse tipo de atendimento nos nossos hospitais”, afirmou a governadora. “Há também uma previsão de mudar o protocolo do atendimento pré-natal. Isso também está sendo feito pelas equipes. Eu tenho certeza que a gente precisa, realmente, melhorar. Há, sim, um sucateamento na falta de médicos na rede pública”.
Governadora cita medidas para reforçar a rede
As declarações ocorreram depois de casos registrados na última semana. Entre eles está a morte de Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, durante o parto no Hospital Regional de Samambaia, na segunda-feira 13.
Também constam na lista os casos de Rodrigo Resende Prado, de 46 anos, que morreu na calçada do Hospital de Base, em Brasília, no domingo 12, e de Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, que faleceu durante o parto no Hospital Regional de Samambaia, na última sexta-feira, 10.
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Ao comentar as investigações, Celina afirmou que os atendimentos estão sendo analisados e que as imagens de segurança serão disponibilizadas às famílias e às autoridades.
“Não tem como falar o que não aconteceu”, disse. “Está lá nas câmeras. A gente está abrindo essas câmeras para todos os familiares, para a polícia também, e apurando”.
O Ministério da Saúde informou, em nota, que acompanha as apurações em conjunto com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal e presta apoio técnico ao caso.
A governadora do Distrito Federal também atribuiu a falta de profissionais à dificuldade para preencher vagas abertas em concursos públicos. Segundo ela, o governo convocou 508 médicos, mas a reposição do quadro depende da posse dos candidatos.
Celina afirmou que apenas 34 dos 114 profissionais convocados no último concurso assumiram os cargos. Ainda de acordo com a governadora, o objetivo é nomear os 508 convocados, incluindo oncologistas, ginecologistas e médicos generalistas.
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